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Queda de balão em SC revela riscos da informalidade no turismo de aventura

Acidentes recentes no turismo de aventura evidenciam a urgência de regulamentação e fiscalização para garantir a segurança dos praticantes.

Imagem mostra o que sobrou do balão; objetos foram carbonizados pelo fogo (Foto: Edna Schmitz/CBMSC)
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O turismo de aventura no Brasil enfrenta problemas sérios, como a falta de fiscalização e o desconhecimento das regras, o que leva a acidentes graves. Recentemente, um balão pegou fogo em Praia Grande, em Santa Catarina, matando oito pessoas. Também houve um pouso forçado de um balão em Sorocaba e outro acidente em São Paulo, aumentando as preocupações sobre a segurança. Luiz Del Vigna, da Associação Brasileira de Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura, afirma que não se deve proibir os voos de balão, pois a maioria é segura. Ele acredita que seguir as normas já existentes pode ajudar a reduzir os acidentes. Embora a Agência Nacional de Aviação Civil regule os voos, não há regras específicas para o turismo de balão. Desde 2006, a Abeta e o Sebrae já qualificaram mais de cinco mil profissionais, mas muitos ainda atuam de forma informal e sem o preparo adequado. A certificação para empresas de turismo de aventura pode custar entre R$ 20 mil e R$ 30 mil, o que é um desafio. A falta de fiscalização e a pouca exigência dos consumidores em relação à qualidade dos serviços também contribuem para a situação. Del Vigna ressalta que seguir as normas é essencial para garantir a segurança.

Acidentes no Turismo de Aventura: A Necessidade de Regulamentação

O turismo de aventura no Brasil enfrenta sérios desafios, como informalidade, falta de fiscalização e desconhecimento das regras, resultando em acidentes fatais. Recentemente, um balão pegou fogo em Praia Grande (SC), causando a morte de oito pessoas. Outros incidentes, como um pouso forçado em Sorocaba e um acidente no interior de São Paulo, também levantam preocupações sobre a segurança na atividade.

Luiz Del Vigna, diretor-executivo da Associação Brasileira de Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta), destaca que não se deve proibir os voos de balão, pois a maioria das viagens ocorre sem problemas. Segundo ele, a redução de acidentes pode ser alcançada com a observância das normas técnicas existentes. Embora a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) regule os voos desportivos, não há um marco específico para o turismo de balão.

Desde 2006, a Abeta e o Sebrae qualificaram mais de 5 mil profissionais de turismo de aventura, seguindo a norma ISO 21.201. Essa norma estabelece diretrizes para a operação segura, incluindo a realização de um inventário de riscos e a elaboração de um plano de emergência. Apesar disso, muitos profissionais atuam de forma informal, sem o preparo necessário, e empresários ignoram as normas de segurança.

A certificação para empresas de turismo de aventura custa entre R$ 20 mil e R$ 30 mil, o que pode ser um obstáculo. Além disso, a falta de fiscalização por parte do poder público e a falta de exigência dos consumidores em relação à qualidade dos serviços contribuem para a situação. Del Vigna enfatiza que cumprir as normas existentes é fundamental para garantir a segurança e reduzir os riscos de acidentes.

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