Na madrugada de sábado, o muro do Colégio de Aplicação da UFRJ desabou, o que levou à suspensão das aulas, mas ninguém ficou ferido. A reitoria informou que a reconstrução do muro custará R$ 109 mil e começará em breve. A situação do colégio, fundado em 1948, é preocupante, com pais e alunos pedindo melhorias na infraestrutura, que já apresenta infiltrações e falta de água. A diretora do colégio disse que o risco de desabamento do muro era monitorado desde fevereiro, mas a deterioração piorou. O Corpo de Bombeiros isolou a área. Os protestos refletem insatisfação com o orçamento da UFRJ, que é 52% menor do que em 2012. Além do muro, o Grêmio Estudantil aponta problemas como ar-condicionado quebrado e refeições insuficientes. O prédio, tombado pela prefeitura, já teve desabamentos no passado e é importante para a formação de futuros professores da UFRJ.
O muro do Colégio de Aplicação da UFRJ, localizado na Lagoa, desabou na madrugada de sábado (22), resultando na suspensão das aulas. Felizmente, ninguém se feriu. A reitoria anunciou que a reconstrução do muro custará R$ 109 mil e será iniciada em breve.
A situação do colégio, fundado em 1948, é crítica. Pais e alunos protestam por melhorias na infraestrutura, que inclui problemas como infiltrações, goteiras e falta de água. A gestão da UFRJ, no entanto, afirma que a estrutura do prédio está em boas condições, conforme verificado pela Defesa Civil em março.
A diretora do colégio, Cassandra Pontes, informou que o risco de desabamento do muro já era monitorado desde fevereiro. A estrutura estava escorada, mas os sinais de deterioração se agravaram, levando ao desabamento. O Corpo de Bombeiros foi acionado e a área foi isolada.
Orçamento e Estrutura
Os protestos refletem um descontentamento com o que os responsáveis consideram um abandono orçamentário. O orçamento da UFRJ para 2025 é de R$ 406 milhões, 52% inferior ao de 2012. Para atender às necessidades básicas, a universidade estima que precisaria de uma suplementação de R$ 173 milhões.
Além do muro, o Grêmio Estudantil do colégio denuncia problemas como aires-condicionados quebrados e refeições insuficientes no refeitório. A UFRJ não se manifestou sobre essas questões. O prédio, tombado pela prefeitura, é uma das poucas construções horizontais na Lagoa e já enfrentou desabamentos no passado, como em 2005, quando uma parede caiu em um dia de feriado.
O Colégio de Aplicação também serve como campo de formação para futuros professores da UFRJ, a maior universidade federal do Brasil. A situação atual levanta preocupações sobre a segurança e a qualidade do ensino oferecido.
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