Um levantamento recente mostrou que 24% do Brasil queimou entre 1985 e 2024, totalizando 206 milhões de hectares afetados por incêndios florestais. Em 2024, 30 milhões de hectares foram queimados, um aumento de 62% em relação à média histórica de 18,5 milhões de hectares por ano. A maior parte dos incêndios ocorreu entre agosto e outubro, com setembro sendo o mês mais crítico, respondendo por 33% da área queimada. A pesquisa revelou que 64% da área queimada teve mais de uma ocorrência de fogo e que 43% da área afetada nos últimos 40 anos queimou nos últimos dez anos. Em 2024, 72,7% da área queimada era de vegetação nativa, com a formação florestal sendo a mais atingida. Os biomas mais impactados foram a Caatinga, Cerrado, Pampa e Pantanal, com mais de 80% de suas áreas afetadas. Na Amazônia, 53,2% da área queimada era de pastagens, enquanto na Mata Atlântica, 28,9% correspondia a pastagens e 11,4% a áreas agrícolas. O Pantanal foi o mais devastado proporcionalmente, com 62% de seu território queimando pelo menos uma vez nas últimas quatro décadas. Os estados de Mato Grosso, Pará e Maranhão concentraram 47% da área queimada nesse período, e os dados de 2024 indicam um dos piores cenários de incêndios da história do Brasil, exigindo atenção urgente das autoridades.
Um levantamento do MapBiomas revela que 24% do território brasileiro queimou entre 1985 e 2024, totalizando 206 milhões de hectares afetados por incêndios florestais. Em 2024, 30 milhões de hectares foram consumidos pelo fogo, um aumento de 62% em relação à média histórica de 18,5 milhões de hectares por ano. Os dados indicam que a Amazônia e a Mata Atlântica foram as áreas mais impactadas.
Cenário Atual
Os incêndios florestais no Brasil têm se intensificado, com 72% da área queimada ocorrendo entre agosto e outubro. Setembro foi o mês mais crítico, respondendo por 33% da área afetada em 2024. O relatório aponta que 64% da área queimada ao longo das quatro décadas teve mais de uma ocorrência de fogo. O Cerrado se destacou, com 3,7 milhões de hectares queimados mais de 16 vezes.
A pesquisa também mostra que 43% da área queimada desde 1985 teve sua última ocorrência nos últimos dez anos. Em 2024, 72,7% da área queimada foi em vegetação nativa, com a formação florestal sendo a mais afetada, superando as savanas pela primeira vez.
Impactos nos Biomas
Os biomas mais atingidos incluem a Caatinga, Cerrado, Pampa e Pantanal, todos com mais de 80% de sua extensão impactada. Na Amazônia, 53,2% da área queimada foi em pastagens, enquanto na Mata Atlântica, 28,9% correspondia a pastagens e 11,4% a áreas agrícolas. O Pantanal, proporcionalmente, foi o mais devastado, com 62% de seu território queimando pelo menos uma vez nas últimas quatro décadas.
Os estados de Mato Grosso, Pará e Maranhão concentraram 47% da área queimada entre 1985 e 2024. O relatório destaca que 30 milhões de hectares queimados em 2024 representam um dos piores cenários de incêndios da história do Brasil, exigindo atenção urgente das autoridades.
Entre na conversa da comunidade