O ativismo ambiental está mudando com o uso das redes sociais, especialmente entre os jovens. Ativistas como Luísa Santi e Bianca Géa se organizam online e participam de movimentos como o Fridays For Future. Luísa, de 21 anos, começou a se envolver em São Bernardo do Campo e cofundou uma organização que defende os direitos de ativistas climáticos. Ela acredita que o ciberativismo ajuda jovens a se conectarem globalmente. Por outro lado, a professora aposentada Maria Regina Alves, de 82 anos, sente falta das mobilizações nas ruas e acha que a presença física é importante. O historiador Erahsto Felício observa que, embora as redes sociais ampliem o debate, elas não garantem resultados práticos. Bianca, de 17 anos, cresceu em um ambiente de ativismo e destaca que a educação e o exemplo dos pais são essenciais. A ciberativista indígena Jennyffer Bekoy Tupinambá enfatiza a importância de ouvir os mais velhos, que têm conhecimento sobre a natureza. Fernanda Banyan e Eleni Rocha, de 23 e 65 anos, respectivamente, concordam que as questões ambientais devem estar ligadas ao dia a dia e à política.
O ativismo ambiental tem se transformado com a ascensão das redes sociais, especialmente entre os jovens, que buscam novas formas de engajamento diante das mudanças climáticas. Jovens ativistas como Luísa Santi e Bianca Géa estão se organizando online e participando de movimentos como o Fridays For Future, enquanto veteranos expressam preocupações sobre a fragmentação da luta e a importância da mobilização física.
Luísa Santi, 21 anos, estudante de relações internacionais, começou sua trajetória no ativismo ambiental em São Bernardo do Campo (SP). Motivada por sua escola, ela se envolveu em atividades de educação ambiental e, posteriormente, se uniu ao Fridays For Future, movimento global inspirado por Greta Thunberg. Santi cofundou o Climate Activists Defenders, uma organização que defende os direitos de ativistas climáticos. Para ela, o ciberativismo oferece uma nova plataforma de mobilização, permitindo que jovens se conectem globalmente sem a necessidade de uma posição de poder.
A professora aposentada Maria Regina Alves, 82 anos, relembra com nostalgia o tempo em que a mobilização se dava nas ruas. Participante de movimentos desde 1955, ela expressa preocupação com a modernização do ativismo. Regina acredita que a presença física é crucial para a luta, contrastando com a fragmentação promovida pelas redes sociais. O historiador Erahsto Felício, do IFBA, complementa que, embora as redes ampliem o debate, elas não garantem conquistas práticas, pois a juventude urbana se distanciou da natureza.
Bianca Géa, 17 anos, cresceu em um ambiente de ativismo, influenciada por sua mãe. Ela reconhece que o meio digital atrai jovens, mas enfatiza a importância do interesse prévio pelo tema. Para ela, a educação e o exemplo dos pais são fundamentais na formação de novos ativistas. Sérgio Ricardo Potiguara, 57 anos, destaca que a nova geração enfrenta “ecoansiedade”, vivendo em um cenário de caos climático.
A ciberativista indígena Jennyffer Bekoy Tupinambá, 41 anos, ressalta a importância de ouvir os mais velhos, que detêm conhecimento sobre a natureza. A relação entre gerações é vista como essencial para fortalecer a luta ambiental. Fernanda Banyan, 23 anos, e Eleni Rocha, 65 anos, compartilham experiências e visões sobre a necessidade de coletividade no ativismo. Ambas concordam que as pautas ambientais devem ser integradas ao cotidiano e à vida política.
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