Pesquisadores da Universidade Federal do Acre, da Universidade de Campinas e da USP descobriram restos quase completos da Stupendemys geographicus, a maior tartaruga de água doce já conhecida, no leito seco do Rio Acre, em Assis Brasil. Esses fósseis, que datam do Mioceno Superior, entre 10,8 e 8,5 milhões de anos, incluem ossos do fêmur, fragmentos do antebraço e um grande pedaço do casco. Carlos D’Apolito Júnior, professor da Ufac, comentou que a descoberta é surpreendente, pois a região geralmente apresenta fósseis fragmentados. Annie Schmaltz Hsiou, da USP, destacou que o material encontrado é apenas uma parte do tamanho total da tartaruga. O projeto, que conta com a ajuda de comunidades locais e indígenas, está realizando a datação mineral da geologia local. D’Apolito acredita que essa descoberta pode indicar que a megafauna brasileira sobreviveu por mais tempo do que se pensava e pode oferecer informações sobre o clima e a geografia da época. A Stupendemys geographicus pode chegar a 2,4 metros de comprimento e pesar mais de uma tonelada, e os pesquisadores acreditam que ela era onívora, alimentando-se de vegetais e pequenos animais. A pesquisa continua, com a expectativa de novos achados.
Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal do Acre (Ufac), da Universidade de Campinas (Unicamp) e da USP descobriu restos fósseis quase completos da Stupendemys geographicus, a maior tartaruga de água doce já conhecida. Os fósseis, encontrados no leito seco do Rio Acre em Assis Brasil, datam do Mioceno Superior, entre 10,8 e 8,5 milhões de anos atrás.
Os pesquisadores encontraram ossos do fêmur, fragmentos do antebraço e um grande pedaço do casco. Carlos D’Apolito Júnior, professor da Ufac e coordenador da expedição, destacou que a descoberta é surpreendente, já que a região é conhecida por fósseis fragmentados. A última expedição, realizada em 2022, havia encontrado apenas dentes de macacos e gambás.
Annie Schmaltz Hsiou, da USP, ressaltou que o material encontrado representa apenas uma fração do tamanho total da tartaruga. O projeto, denominado “Novas Fronteiras no Registro Fossilífero da Amazônia Sul-Ocidental”, conta com o apoio de comunidades locais e indígenas, que colaboram nas escavações em áreas de difícil acesso.
Os pesquisadores estão realizando a datação mineral da geologia local, utilizando cristais de zircão. D’Apolito acredita que a descoberta pode indicar que a megafauna brasileira sobreviveu por mais tempo do que se pensava. O fóssil também poderá fornecer informações sobre o clima e a geografia da época, além de ajudar a entender a diversidade de espécies na América do Sul.
A Stupendemys geographicus é conhecida por seu tamanho impressionante, podendo atingir até 2,4 metros de comprimento e pesar mais de uma tonelada. Embora o fóssil encontrado não inclua o crânio, os pesquisadores inferem que a tartaruga provavelmente era onívora, alimentando-se de vegetais, moluscos e outros vertebrados. A pesquisa continua, com a expectativa de que novos achados possam enriquecer o conhecimento sobre a megafauna da região.
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