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Família de Juliana Marins critica empresa por descaso no traslado do corpo

Família de Juliana Marins enfrenta dificuldades com a Emirates na repatriação do corpo após acidente em trilha na Indonésia.

Jornalista Juliana Marins caiu em trilha do vulcão Rinjani, na Indonésia (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
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  • Juliana Marins faleceu após um acidente durante uma trilha no vulcão Rinjani, na Indonésia, onde sofreu uma queda de cerca de 300 metros.
  • O resgate foi dificultado por condições climáticas adversas e levou sete horas.
  • Sua irmã, Mariana Marins, denunciou a Emirates no Instagram por descaso na repatriação do corpo, alegando que a companhia não confirmou o voo e impôs obstáculos.
  • A Prefeitura de Niterói disponibilizou R$ 55 mil para o translado, mas ainda não há data definida para o retorno do corpo.
  • A família solicitou uma nova autópsia, após a primeira indicar que a causa da morte foi trauma e hemorragia intensa.

Mariana Marins, irmã de Juliana Marins, denunciou a Emirates por descaso na repatriação do corpo da jovem, que faleceu após um acidente no vulcão Rinjani, na Indonésia. Juliana, de 26 anos, sofreu uma queda durante uma trilha e não conseguiu se mover, levando a um resgate complicado. A irmã expressou sua indignação nas redes sociais, afirmando que a companhia aérea não confirmou o voo para o transporte do corpo e alegou que o bagageiro estava “lotado”.

O acidente ocorreu na noite de sexta-feira, 20, quando Juliana escorregou e caiu cerca de 300 metros. O resgate foi dificultado por condições climáticas adversas, como neblina e umidade. A família acompanhou a situação por meio de vídeos enviados por outros turistas. Juliana não resistiu e faleceu entre 50 minutos e 12h50 antes do resgate, que levou sete horas para ser realizado.

Críticas à Emirates

Mariana Marins relatou que a Emirates não estava disposta a trazer o corpo da irmã para casa, insinuando que a empresa estava criando obstáculos. A família já havia pago pelo voo e estava aguardando a confirmação. Em contato com a imprensa, a Emirates afirmou que está apurando o caso e que o espaço no bagageiro estava comprometido.

A situação gerou revolta entre os familiares, que temem pela integridade do corpo devido ao prazo de validade do embalsamamento. A Prefeitura de Niterói disponibilizou R$ 55 mil para o translado, mas ainda não há data definida para o retorno.

Autópsia e Desdobramentos

A família também solicitou uma nova autópsia, após a primeira indicar que a causa da morte foi trauma e hemorragia intensa. O laudo foi divulgado à imprensa antes de ser apresentado à família, gerando críticas sobre a falta de respeito. Mariana destacou que soube dos detalhes pela mídia, o que aumentou a indignação.

O corpo de Juliana permanece na Indonésia, enquanto a família busca não apenas a repatriação, mas também respostas sobre as circunstâncias da morte. O governador de Sonda Ocidental, Lalu Muhamad Iqbal, reconheceu a inadequação da estrutura de resgate e prometeu revisar os procedimentos na região.

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