- A Polícia Federal concluiu a investigação sobre o incêndio no Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, ocorrido em setembro de 2018.
- O laudo pericial confirmou que o fogo foi causado por um curto-circuito em um ar condicionado, descartando incêndio criminoso.
- O incêndio destruiu cerca de 20 milhões de itens do acervo do museu.
- A investigação também isentou a ex-diretora do museu, Cláudia Rodrigues, e o reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Roberto Leher, de qualquer responsabilidade.
- Após o incêndio, foram liberados R$ 72 milhões para a reconstrução do museu.
A Polícia Federal finalizou, nesta segunda-feira, 6, a investigação sobre o incêndio que devastou o Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, em setembro de 2018. O laudo pericial confirmou que o fogo teve origem em um curto-circuito em um ar condicionado, descartando a possibilidade de incêndio criminoso.
O incêndio, que ocorreu na noite de 2 de setembro de 2018, destruiu cerca de 20 milhões de itens do acervo do museu. A perícia técnica da PF identificou que o fogo começou no auditório Roquette Pinto, localizado no térreo do prédio. A investigação durou quase dois anos e também afastou a hipótese de omissão por parte da direção do museu.
Em agosto de 2015, o Corpo de Bombeiros iniciou uma fiscalização no local, mas a inspeção não foi concluída. O oficial responsável pela fiscalização foi punido administrativamente. A PF também isentou a ex-diretora do museu, Cláudia Rodrigues, e o reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Leher, de qualquer responsabilidade. Ambos já estavam em tratativas com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para revitalizar o prédio, visando adequações ao Código de Segurança contra Incêndio e Pânico.
Após o incêndio, foram liberados R$ 72 milhões para a reconstrução do museu, que é um importante patrimônio cultural do Brasil. O contrato para a revitalização foi assinado em junho de 2018, mas os recursos não foram disponibilizados antes do sinistro.
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