- Dezessete membros da família Guzmán cruzaram a fronteira para os Estados Unidos.
- Ovidio Guzmán, conhecido como “El Ratón”, está em negociações para um acordo de guilty plea com as autoridades americanas.
- Ovidio enfrenta acusações de tráfico de fentanilo e cocaína e pode revelar informações sobre suas operações.
- Entre os familiares que cruzaram a fronteira está Griselda López Pérez, mãe de Ovidio, que já teve problemas com a Justiça.
- Os meio-irmãos de Ovidio, Iván Archivaldo e Jesús Alfredo, permanecem em Sinaloa, sob pressão das autoridades, com recompensa de 10 milhões de dólares pela captura deles.
A família Guzmán, tradicionalmente ligada ao narcotráfico no México, enfrenta um momento crítico. Dezessete membros da família cruzaram recentemente a fronteira para os Estados Unidos, enquanto Ovidio Guzmán, conhecido como “El Ratón”, está em negociações para um acordo de guilty plea com as autoridades americanas.
Ovidio, que enfrenta múltiplas acusações, incluindo tráfico de fentanilo e cocaína, pode estar buscando um acordo que envolva a entrega de informações sobre suas operações e parceiros. Seu advogado, Jeffrey Lichtman, confirmou que Ovidio se declarou culpado, dando início a uma estratégia que pode mudar o cenário do narcotráfico no México. A saída dos familiares para o território americano, através do porto de San Ysidro, em Tijuana, é vista como uma consequência direta das negociações em andamento.
Implicações da Negociação
O secretário de Segurança do México, Omar García Harfuch, afirmou que a movimentação é um “acordo entre um processado e a autoridade”. Entre os familiares que cruzaram a fronteira está Griselda López Pérez, mãe de Ovidio, que já teve problemas com a Justiça por seu envolvimento nas atividades do narcotráfico. Fontes indicam que os familiares estão dispostos a oferecer informações em troca de proteção.
Enquanto isso, os meio-irmãos de Ovidio, Iván Archivaldo e Jesús Alfredo, permanecem em Sinaloa, sob crescente pressão das autoridades. A recompensa de 10 milhões de dólares oferecida pela DEA por informações que levem à captura deles reflete a urgência da situação. Ambos continuam a liderar o cartel e a enfrentar uma guerra interna com facções rivais.
A possibilidade de Ovidio e Joaquín, seu irmão, revelarem detalhes sobre o funcionamento do narcotráfico pode ter repercussões significativas. As informações que eles possuam podem iluminar as conexões do crime organizado com esferas políticas e empresariais no México, potencialmente alterando o equilíbrio de poder no país.
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