- O Exército de Israel atacou uma cafeteria em Gaza com uma bomba de 230 kg, resultando na morte de 24 a 36 pessoas, incluindo civis.
- O ataque ocorreu em um local popular, levantando questões sobre a legalidade da ação.
- Fragmentos da bomba, do tipo MK-82, foram encontrados nas ruínas da cafeteria al-Baqa.
- Especialistas afirmam que o uso de munição pesada em áreas com muitos civis pode ser considerado um crime de guerra.
- Israel intensificou sua ofensiva em Gaza, com bombardeios e ordens de evacuação, afetando cerca de 80% do território.
O Exército de Israel lançou um ataque aéreo em Gaza na última segunda-feira, utilizando uma bomba de 230 kg em uma cafeteria à beira-mar, resultando na morte de 24 a 36 pessoas, incluindo civis. O ataque ocorreu em um local popular entre famílias e jovens, levantando questões sobre a legalidade da ação.
Fragmentos da bomba, identificados como parte de uma MK-82, foram encontrados nas ruínas da cafeteria al-Baqa. Especialistas em armamentos e direito internacional, consultados pelo *The Guardian*, afirmaram que o uso de uma munição desse porte em uma área com muitos civis pode ser considerado um crime de guerra. A grande cratera deixada pela explosão é uma evidência do impacto devastador da arma.
Testemunhas descreveram cenas de caos, com corpos mutilados e feridos clamando por socorro. Entre as vítimas estavam o fotojornalista palestino Ismail Abu Hatab e o artista Frans al-Salmi. Moradores relataram que não houve ordem de evacuação antes do ataque, o que contrasta com as alegações do Exército israelense de que medidas foram tomadas para proteger civis.
O porta-voz do Exército israelense afirmou que foram empregadas técnicas de vigilância para minimizar as baixas civis. No entanto, Gerry Simpson, da Human Rights Watch, destacou que o uso de uma bomba pesada em uma cafeteria cheia levanta sérias preocupações sobre a proporcionalidade do ataque. Segundo ele, a ação pode ser classificada como ilegal e deve ser investigada.
Nos últimos dias, Israel intensificou sua ofensiva em Gaza, com bombardeios e novas ordens de evacuação, forçando milhares a deixar abrigos improvisados. Cerca de 80% do território está sob controle israelense ou coberto por ordens de evacuação. O conflito atual teve início em 7 de outubro de 2023, após um ataque do Hamas que resultou na morte de cerca de 1,2 mil pessoas em Israel. Desde então, mais de 56,5 mil palestinos foram mortos, a maioria civis, e a infraestrutura de Gaza foi severamente danificada.
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