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Brasil registra aumento de 20% nas denúncias de tráfico de pessoas em dois anos

Aumento de denúncias de tráfico de pessoas revela desafios na Justiça, com apenas treze processos julgados em 2024.

Fachada do ministério da Justiça (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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  • Em 2024, o Brasil registrou 972 denúncias de tráfico de pessoas, um aumento de 20% em relação a 2023, que teve 810 casos.
  • A Polícia Federal abriu 149 investigações, resultando em 75 indiciamentos e 20 operações policiais.
  • A maioria das 34 vítimas reconhecidas são homens adultos, representando 85,3% do total.
  • Os estados com mais inquéritos policiais foram São Paulo (36), Rio Grande do Sul (16) e Paraná (15).
  • Apesar do aumento nas denúncias, a resolução de casos permanece baixa, com apenas 13 processos julgados em primeira instância na Justiça Federal em 2024.

A Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos registrou 972 denúncias de tráfico de pessoas em 2024, conforme dados do Ministério da Justiça divulgados nesta sexta-feira. Esse número representa um aumento de 20% em relação ao total de 2023, que foi de 810 casos. Além disso, foram contabilizadas 69 denúncias anônimas sobre o mesmo crime pelo Disque 100.

A Polícia Federal abriu 149 investigações relacionadas ao tráfico humano, resultando em 75 indiciamentos e a realização de 20 operações policiais. O relatório destaca que a maioria das 34 vítimas reconhecidas no último ano são homens adultos, representando 85,3% do total. Os estados de São Paulo (36), Rio Grande do Sul (16) e Paraná (15) lideram o número de inquéritos policiais instaurados.

Desafios na Justiça

O relatório também aponta que, em 2023, apenas sete processos foram julgados em primeira instância na Justiça Federal, número que subiu para 13 em 2024, um aumento de 86%. Na segunda instância, foram registrados 18 processos julgados no mesmo período. Na Justiça Estadual, a movimentação foi mais significativa, com 36 julgamentos em primeira instância e 28 em segunda.

Os dados revelam uma baixa resolução de casos, especialmente quando comparados ao volume de denúncias e inquéritos. Essa discrepância pode ser atribuída a fatores como a dificuldade de identificação das vítimas, a complexidade das investigações e a fragilidade na coleta de provas. O documento ressalta a necessidade de um esforço conjunto para enfrentar esse problema crescente no país.

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