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Museu Nacional reabre com sua 1ª exposição após quase 7 anos de incêndio

Museu Nacional reabre parcialmente e apresenta exposição com meteorito e esqueleto de baleia; reconstrução total deve levar até 2027.

Um dos destaques é o esqueleto de uma baleia cachalote, com 15,7 metros de comprimento, a maior em exposição na América Latina. (Foto: Pedro Kirilos/Estadão)
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  • O Museu Nacional, no Rio de Janeiro, reabriu parcialmente em 2 de agosto de 2023, após o incêndio de 2018.
  • A nova exposição temporária, chamada “Entre Gigantes”, apresenta o meteorito Bendegó e o esqueleto de uma baleia cachalote.
  • Três salas foram reabertas, incluindo o hall de entrada. O meteorito, com mais de cinco toneladas, é um dos poucos itens que sobreviveram ao incêndio.
  • A exposição também inclui um afresco restaurado da coleção da Imperatriz Tereza Cristina, que foi encontrado em 156 fragmentos.
  • A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) estima que ainda são necessários R$ 170 milhões para a reconstrução completa do museu, que não deve ser concluída antes de 2027.

O Museu Nacional, no Rio de Janeiro, reabriu parcialmente em 2 de agosto de 2023, após o incêndio devastador de 2018. A nova exposição temporária, intitulada “Entre Gigantes”, destaca o meteorito Bendegó e o esqueleto de uma baleia cachalote.

Três salas foram reabertas, incluindo o hall de entrada e ambientes adjacentes. O meteorito Bendegó, com mais de cinco toneladas, é um dos poucos itens que sobreviveu ao incêndio. Composto de ferro e níquel, ele foi encontrado na Bahia em 1784. A baleia cachalote, com 15,7 metros, é a maior em exibição na América Latina e faz parte do novo acervo adquirido após o incêndio.

Restauração e Importância Histórica

A exposição também apresenta um afresco restaurado da coleção da Imperatriz Tereza Cristina, que foi encontrado em 156 fragmentos após o incêndio. O diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner, destacou a resiliência dos trabalhadores e a importância científica dos acervos. A reabertura, mesmo que parcial, é um marco significativo na recuperação do museu.

Lucia Basto, gerente executiva do projeto Museu Nacional Vive, ressaltou que a exposição é uma oportunidade para discutir os desafios da reconstrução. O museu, fundado em 1818, é a instituição científica mais antiga do Brasil e abriga um acervo que já contou com mais de 20 milhões de peças.

Desafios Futuros

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), responsável pela gestão do museu, estima que ainda são necessários R$ 170 milhões dos R$ 500 milhões totais para a reconstrução completa do palácio. O Ministério da Educação e o BNDES já financiaram parte das obras. A reabertura total do museu não deve ocorrer antes de 2027.

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