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Suspeito de golpe no sistema do Pix é preso; assista aos vídeos da operação

Operador de TI é preso por desvio de R$ 800 milhões do sistema PIX, em esquema que envolve aliciamento e engenharia social.

Polícia prende suspeito de ter participado do maior ataque hacker a sistema bancário do Brasil (Foto: Reprodução)
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  • João Nazareno Roque, operador de TI da C&M Softwares, foi preso em São Paulo por envolvimento em um esquema de furto qualificado que desviou milhões do sistema de pagamentos do Banco Central, incluindo o PIX.
  • O golpe causou um prejuízo de aproximadamente R$ 541 milhões para a BMP Instituição de Pagamento S/A e afetou oito instituições financeiras, totalizando cerca de R$ 800 milhões desviados.
  • Roque confessou ter sido aliciado por criminosos, recebendo R$ 5 mil para fornecer credenciais de acesso ao sistema, com a promessa de mais R$ 10 mil após o golpe.
  • As transferências fraudulentas ocorreram entre 4h30 e 7h do dia 30 de junho, sem prejuízos diretos ao Banco Central.
  • As investigações estão em andamento, com o bloqueio de R$ 270 milhões em contas e R$ 15 milhões em criptoativos relacionados ao crime.

A Polícia Civil de São Paulo prendeu, na quinta-feira (3), João Nazareno Roque, operador de TI da C&M Softwares, por sua participação em um esquema de furto qualificado que desviou milhões de reais do sistema de pagamentos do Banco Central, incluindo o PIX. Roque confessou ter sido aliciado por criminosos para facilitar o acesso ao sistema de transferências.

A investigação começou após um boletim de ocorrência registrado em 30 de setembro, que relatava operações fraudulentas via PIX. O golpe resultou em um prejuízo de aproximadamente R$ 541 milhões para a BMP Instituição de Pagamento S/A, além de afetar oito instituições financeiras e desviar cerca de R$ 800 milhões no total. Este ataque é considerado o maior da história do Banco Central.

Detalhes do Golpe

Roque, de 48 anos, admitiu que foi abordado por um homem que lhe ofereceu R$ 5 mil para fornecer credenciais de acesso ao sistema. Após o golpe, ele receberia mais R$ 10 mil. As transferências fraudulentas ocorreram entre 4h30 e 7h do dia 30 de junho, utilizando exclusivamente o sistema PIX, sem causar prejuízos diretos ao Banco Central.

A BMP foi a primeira a registrar o ataque, alertando sobre transferências indevidas. O delegado Renato Topan classificou o crime como um furto resultante de “engenharia social”, onde funcionários são cooptados para fornecer acesso a sistemas. A C&M Softwares, que conecta instituições financeiras ao ambiente do PIX, teve suas conexões suspensas pelo Banco Central após o incidente.

Investigação em Andamento

As investigações continuam em colaboração com o Ministério Público e a Polícia Federal. A Justiça já autorizou o bloqueio de R$ 270 milhões de uma conta utilizada pelos criminosos, além de R$ 15 milhões em criptoativos relacionados ao crime. Roque permanece sob custódia e ainda não contratou um advogado.

A C&M Softwares, que atende principalmente bancos de pequeno porte, afirmou que foi vítima de uma ação criminosa que envolveu o uso indevido de credenciais de clientes. A polícia segue analisando dispositivos apreendidos e buscando congelar montantes suspeitos relacionados ao golpe.

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