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Velório de Juliana Marins é aberto ao público em Niterói, onde ela residia

Família de Juliana Marins busca justiça após nova autópsia e denuncia negligência no resgate na Indonésia. Cerimônia de cremação ocorre em Niterói.

O corpo de Juliana Marins está sendo velado no Cemitério Parque da Colina, em Niterói, com visitação aberta ao público das 10h às 12h (Foto: @ajulianamarins no Instagram)
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  • O velório de Juliana Marins, publicitária de 26 anos, começou nesta sexta-feira (4) no Cemitério Parque da Colina, em Niterói (RJ).
  • A cremação foi autorizada pela Justiça, após solicitação da irmã, Mariana Marins.
  • Uma nova autópsia foi realizada no Brasil para esclarecer a causa da morte, já que a primeira necropsia na Indonésia não foi considerada satisfatória.
  • Juliana faleceu após uma queda durante uma trilha no monte Rinjani, na Indonésia, em 20 de outubro. O corpo foi resgatado quatro dias depois.
  • A família alega negligência no resgate e busca justiça, enquanto a polícia da ilha de Lombok investiga o caso.

O velório da publicitária Juliana Marins, de 26 anos, teve início nesta sexta-feira (4) no Cemitério Parque da Colina, em Niterói (RJ). A cerimônia, aberta ao público até meio-dia, será restrita a familiares e amigos das 12h30 às 15h. A cremação de Juliana foi autorizada pela Justiça, após pedido da irmã, Mariana Marins.

A autorização foi concedida pelo juiz Alessandro Oliveira Felix, da Vara de Registros Públicos do Rio de Janeiro. O magistrado destacou a importância de respeitar a dignidade da pessoa humana e a vontade da família. A liberação do corpo ocorreu após a realização de uma nova autópsia no Brasil, que buscou esclarecer a causa da morte, já que a primeira necropsia na Indonésia não foi considerada satisfatória.

Juliana faleceu após uma queda durante uma trilha no monte Rinjani, na Indonésia, no dia 20 de outubro. O corpo foi resgatado quatro dias depois, apresentando múltiplas fraturas e hemorragia interna. A nova autópsia, realizada no Instituto Médico Legal do Rio, durou cerca de duas horas e meia e foi acompanhada por peritos da Polícia Civil e da Polícia Federal, além de um assistente técnico da família.

Busca por Justiça

A família de Juliana alega negligência no resgate, que demorou a chegar ao local do acidente. Vídeos mostram que a jovem foi vista com vida após a queda, mas o resgate só a alcançou quando já estava morta. A polícia da ilha de Lombok investiga o caso e já ouviu testemunhas sobre as circunstâncias da morte.

O laudo preliminar da nova autópsia deve ser entregue em até sete dias. A família busca esclarecer a data exata da morte e as condições que levaram ao acidente. Manoel Marins, pai de Juliana, criticou a falta de estrutura nas trilhas e a resposta das autoridades indonésias, ressaltando que um país dependente do turismo deveria oferecer mais segurança.

Juliana Marins será lembrada por sua história e pela tragédia que envolveu sua morte. Em homenagem, uma trilha e um mirante na Praia do Sossego, em Niterói, receberão seu nome. A cerimônia para marcar essa homenagem será organizada entre a prefeitura e a família.

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