- Incêndios florestais devastam a região de Jabal Turkman, na Síria, desde quinta-feira, queimando mais de 180 quilômetros quadrados de floresta.
- O diretor de defesa civil da província de Lattakia, Abdel Kafi Kayyal, informou que as operações de combate ao fogo são dificultadas por ventos fortes, terreno acidentado e minas terrestres.
- As chamas bloquearam estradas e forçaram milhares a evacuar suas casas, deixando algumas áreas sem energia elétrica.
- A província de Tartous também foi atingida, apesar dos esforços de mais de 60 unidades de combate a incêndios.
- As autoridades sírias solicitaram ajuda internacional, com a Turquia enviando dois helicópteros e a Jordânia enviando equipes de defesa civil.
Massivos incêndios florestais atingem a região montanhosa de Jabal Turkman, na Síria, desde quinta-feira, devastando mais de 180 km² de floresta e sobrecarregando os serviços de emergência. O diretor de defesa civil da província de Lattakia, Abdel Kafi Kayyal, informou que as operações de combate ao fogo são dificultadas por ventos fortes, terreno acidentado e a presença de minas terrestres remanescentes da guerra.
As chamas se espalharam ao longo de uma linha de 20 quilômetros, bloqueando estradas e forçando milhares a abandonarem suas casas. Algumas áreas ficaram sem energia elétrica. Imagens de drones mostram o avanço do fogo em um terreno difícil, que se intensifica ao entrar em contato com a vegetação seca. Kayyal destacou que a situação é extremamente complicada e que reforços foram mobilizados de diversas partes do país.
Os incêndios já alcançaram a província de Tartous, apesar dos esforços de mais de 60 unidades de combate a incêndios. As autoridades sírias solicitaram ajuda internacional, e a Turquia enviou dois helicópteros e 11 veículos de combate a incêndios. Além disso, equipes de defesa civil da Jordânia cruzaram a fronteira para auxiliar no controle das chamas.
Dados de satélites da NASA indicam que a área queimada já supera 180 km², o que representa mais de 3% da cobertura florestal total da Síria, que é de aproximadamente 5.270 km². A situação é ainda mais crítica devido a uma longa seca que afeta a região, especialmente no Vale do Eufrates, onde a falta de chuvas e temperaturas elevadas persistem há quatro anos, segundo o programa do Carnegie Endowment para o Oriente Médio.
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