- Em 2023, foi criada a Guarda Intercultural Humanitária na Colômbia para combater o recrutamento de menores por grupos armados.
- A organização documentou mais de 200 casos e conseguiu a libertação de 9 crianças.
- Emilse Jiménez, líder comunitária, busca seu neto recrutado e se juntou à Guarda para ajudar outras famílias.
- Grupos armados oferecem R$ 3,5 milhões (cerca de US$ 863) a jovens para se juntarem a eles e utilizam simcards para espionagem.
- O recrutamento forçado de menores aumentou, com o departamento do Cauca sendo o mais afetado, onde grupos alegam que as crianças têm “vontade própria”.
Em 2023, a Guarda Intercultural Humanitária foi criada na Colômbia para combater o recrutamento de menores por grupos armados. Desde então, mais de 200 casos foram documentados, resultando na libertação de 9 crianças. A situação é alarmante, com táticas de recrutamento se intensificando.
Emilse Jiménez, líder comunitária, relata a busca por seu neto, Derian David, que foi recrutado aos 17 anos. Ela se juntou à Guarda para ajudar outras famílias afetadas. A organização, composta por autoridades indígenas e afrodescendentes, atua na busca e pressão por informações sobre crianças desaparecidas. Jiménez destaca a urgência em resgatar menores próximos de completar a maioridade, pois a situação se torna mais complicada após esse marco.
As ameaças enfrentadas por líderes comunitários são severas. Jiménez recebeu mensagens intimidatórias após alertar pais sobre propostas de grupos armados para recrutamento de crianças em sua escola. Ela denuncia que os grupos oferecem 3,5 milhões de pesos (cerca de 863 dólares) a jovens para se juntarem a eles, além de usar simcards para espionagem.
O recrutamento forçado de menores se agravou nos últimos anos, com a Defensoria do Povo registrando apenas 21 casos em 2023, enquanto organizações sociais contabilizam mais de 200. O departamento do Cauca é o epicentro desse problema, onde grupos armados utilizam “contratos” para justificar a adesão de crianças, alegando que elas têm “vontade própria”.
A Guarda Intercultural Humanitária tem sido crucial na articulação entre diferentes etnias para resgatar crianças. A união entre indígenas, afrodescendentes e camponeses tem permitido o compartilhamento de informações e a busca por menores desaparecidos. A situação é crítica, com relatos de crianças sendo deslocadas para outras regiões do país após o recrutamento.
A luta por justiça e resgate de crianças continua, com famílias e líderes comunitários se mobilizando para enfrentar essa realidade devastadora. A esperança reside na união e na persistência em buscar cada criança desaparecida, mantendo viva a memória e a luta por seus direitos.
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