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Abuelas de Plaza de Mayo encontra neto 140, filho de desaparecidos na Argentina

Adriana Metz reencontra seu irmão, neto 140 das Abuelas de Plaza de Mayo, após quase cinco décadas de busca e confirmações por DNA.

Adriana Metz e Estela de Carlotto, presidenta de Abuelas de Plaza de Mayo, este lunes. (Foto: Natacha Pisarenko/AP)
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  • Adriana Metz ouviu a voz de seu irmão desaparecido pela primeira vez, após 48 anos do sequestro de seus pais durante a ditadura argentina.
  • Em 16 de dezembro de 1976, os militares sequestraram seus pais em Cutral-Có, Neuquén, enquanto Graciela Romero estava grávida.
  • Um teste de DNA confirmou que ele é o neto 140 recuperado pelas Abuelas de Plaza de Mayo.
  • A presidente da organização, Estela de Carlotto, destacou a importância do direito à identidade e pediu que a busca pelos mais de 300 desaparecidos continue.
  • Adriana, que é militante dos direitos humanos, expressou sua alegria e deseja que a nova relação com seu irmão seja baseada no amor e na união familiar.

Adriana Metz, que passou a vida buscando seu irmão desaparecido durante a ditadura argentina, ouviu sua voz pela primeira vez na última semana, 48 anos após o sequestro de seus pais. Em 16 de dezembro de 1976, os militares invadiram a casa da família em Cutral-Có, Neuquén, e levaram seus pais, Graciela Romero e Raúl Eugenio Metz. Graciela, grávida de cinco meses, deu à luz um menino em um centro clandestino de detenção, mas o bebê foi entregue a outra família.

Recentemente, um teste de DNA confirmou que o homem é o neto 140 recuperado pelas Abuelas de Plaza de Mayo. A presidente da organização, Estela de Carlotto, celebrou a restituição da identidade, destacando a importância do direito à identidade. Ela pediu que a sociedade argentina continue a busca pelos mais de 300 desaparecidos ainda não encontrados.

A primeira pista sobre o paradeiro do neto 140 surgiu de forma anônima, levando a uma investigação conjunta entre a Comissão Nacional por la Identidad (Conadi) e a unidade especializada em casos de apropriação de crianças. Após a coleta de informações, o neto 140 concordou em realizar o teste de DNA, que confirmou sua identidade.

Adriana, militante dos direitos humanos em Mar del Plata, compartilhou sua alegria ao lado de Carlotto. Durante a conversa com seu irmão, ele mencionou ter sido criado como filho único e não ter família. Adriana se apresentou, e ambos riram ao se reconhecerem. Ela expressou que, a partir de agora, tudo é ganho para a família Metz Romero e para a sociedade, pois cada neto recuperado traz um pouco mais de luz.

Apesar da distância de 400 quilômetros entre Mar del Plata e Buenos Aires, Adriana está ansiosa para encontrar seu irmão pessoalmente. Ela mencionou que pedirá conselhos a seu filho mais velho sobre como ser uma irmã, já que sua vida até agora foi marcada pela busca. Adriana enfatizou que deseja que a nova relação seja baseada no amor e na união familiar.

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