- Um pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) passou horas nos Arquivos Apostólicos do Vaticano em busca de documentos sobre a demolição de igrejas no Brasil.
- A pesquisa pode resultar em um livro que abordará a burocracia e a centralização da Igreja.
- O acesso ao arquivo é restrito e controlado, permitindo apenas papel e lápis para anotações.
- O pesquisador catalogou quase 200 templos demolidos no Brasil ao longo do último século e encontrou documentos como correspondências e relatórios.
- As descobertas visam contribuir para uma compreensão mais profunda da história da Igreja no Brasil.
Recentemente, um pesquisador da UFRJ dedicou horas aos Arquivos Apostólicos do Vaticano, em busca de documentos sobre a demolição de igrejas no Brasil. Essa investigação pode resultar em um livro que revelará a burocracia e a centralização da Igreja.
Os Arquivos Apostólicos, antes conhecidos como Arquivos Secretos, são famosos por guardarem documentos históricos e religiosos de grande importância. O acesso é restrito a pesquisadores autorizados, que devem apresentar projetos de pesquisa e cartas de recomendação. O pesquisador, atuando como um antropólogo do catolicismo, catalogou quase 200 templos demolidos no Brasil ao longo do último século.
Durante sua pesquisa, ele buscou correspondências, relatórios e memorandos relacionados às demolições. O trabalho no arquivo é meticuloso, exigindo paciência para decifrar documentos antigos e muitas vezes ilegíveis. O pesquisador encontrou pistas valiosas que podem compor um quebra-cabeça sobre a atuação da Igreja no Brasil.
Acesso e Estrutura do Arquivo
O Arquivo Apostólico não é aberto ao público e está sob a proteção da Guarda Suíça. A entrada é controlada, e os pesquisadores podem levar apenas papel e lápis. O primeiro passo é consultar uma vasta biblioteca de livros-índice, que descrevem os conteúdos das pastas arquivadas. A partir daí, é possível solicitar documentos específicos.
Entre os materiais encontrados, estavam cartas de mães solicitando descontos em mensalidades de colégios religiosos e denúncias contra sacerdotes. O pesquisador destacou que o que impressiona não são apenas os documentos em si, mas a organização e a centralização da Igreja, que remonta a quase 20 séculos.
A pesquisa continua, e o autor espera que suas descobertas contribuam para uma compreensão mais profunda da história da Igreja no Brasil.
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