- Uma pilha de rejeito da mineradora Jaguar Mining desmoronou em Conceição do Pará, Minas Gerais, em 7 de dezembro de 2024.
- O incidente desalojou cerca de 250 pessoas e gerou insegurança entre os moradores devido à falta de estudos de segurança.
- Após as tragédias de Brumadinho e Mariana, as pilhas de rejeito foram consideradas alternativas às barragens a montante, que estão proibidas no Brasil.
- Até agora, 11 famílias firmaram acordos de indenização com a Jaguar Mining, totalizando R$ 6,2 milhões. Destas, sete não poderão retornar para suas casas.
- A Agência Nacional de Mineração (ANM) informou que a empresa está elaborando um estudo de ruptura hipotética para a pilha, que será apresentado após a readequação da estrutura.
Uma pilha de rejeito da mineradora Jaguar Mining desmoronou em Conceição do Pará, Minas Gerais, em 7 de dezembro de 2024, desalojando cerca de 250 pessoas. A falta de estudos de segurança sobre o risco de novos deslizamentos gerou insegurança entre os moradores da região. Lexandra Machado, uma das afetadas, expressou seu temor: “Não quero morar no meio do perigo”.
Após as tragédias de Brumadinho e Mariana, que resultaram na morte de quase 300 pessoas, as pilhas de rejeito passaram a ser vistas como uma alternativa às barragens a montante, que foram proibidas no Brasil. No entanto, especialistas alertam que, apesar de terem menor potencial de dano, as pilhas ainda carecem de regulamentação federal e protocolos de fiscalização adequados.
Até o momento, 11 famílias firmaram acordos de indenização com a Jaguar Mining, totalizando R$ 6,2 milhões. Destas, sete não poderão retornar para suas casas, enquanto as outras quatro só poderão voltar após a liberação do acesso ao local. A Defensoria Pública informou que outras 29 famílias estão em fase final de negociação.
Incertezas e Medidas de Segurança
A Jaguar Mining afirmou que está em contato com os órgãos responsáveis para garantir a segurança dos moradores. A Agência Nacional de Mineração (ANM) mencionou que a empresa está elaborando um estudo de ruptura hipotética para a pilha, que será apresentado após a conclusão das obras de readequação da estrutura. Contudo, a ANM ressaltou que essas questões vão além de sua atuação técnica.
Lexandra, que ainda não foi contatada para um acordo, teme que a indenização não seja suficiente para adquirir um novo imóvel, caso precise deixar sua casa. Ela planeja buscar outros direitos na justiça, afirmando que a situação é uma tragédia para os moradores, enquanto para a mineradora é apenas um escorregamento.
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