- O Papa Leão XIV celebrou sua primeira missa dedicada à preservação do meio ambiente em Castel Gandolfo.
- Ele reafirmou o compromisso da Igreja com a luta ambiental e criticou os negacionistas do clima.
- O Papa destacou a urgência da conversão ecológica em um mundo afetado pelo aquecimento global e conflitos.
- A missa também comemorou os dez anos da encíclica “Laudato Si’”, que trata do cuidado com a Terra.
- Leão XIV expressou preocupação com a segurança alimentar e não descartou participar da COP30, que ocorrerá em Belém, Brasil.
O Papa Leão XIV, em sua primeira missa dedicada à preservação do meio ambiente, reafirmou a continuidade da luta ambiental da Igreja, criticando os negacionistas do clima. A cerimônia ocorreu em Castel Gandolfo, onde o Papa destacou a urgência de uma conversão ecológica em um mundo afetado pelo aquecimento global e conflitos armados.
Durante a missa, o Papa enfatizou a necessidade de rezar pela conversão de pessoas que ainda não reconhecem a importância de cuidar da Terra. Ele mencionou que muitos desastres naturais são resultado dos excessos humanos e questionou se a sociedade está realmente disposta a mudar. “A Igreja deve se comprometer, mesmo que isso exija coragem para se opor ao poder destrutivo,” afirmou.
A celebração também marcou os dez anos da encíclica “Laudato Si’”, que aborda o cuidado com a casa comum. O novo formato da missa, aprovado pelo dicastério para o Culto Divino, introduziu um rito específico para a proteção do planeta, gerando reações críticas de setores ultraconservadores na Itália.
Compromisso com o Meio Ambiente
Leão XIV já demonstrou preocupação com questões ambientais em mensagens anteriores, incluindo uma enviada à FAO, onde alertou sobre a necessidade de ações coordenadas para garantir a segurança alimentar em um mundo em crescimento. Além disso, o Papa não descartou a possibilidade de participar da COP30, que ocorrerá em Belém, Brasil, em novembro.
Os bispos de diversas regiões, como África e América Latina, também têm abordado a conversão ecológica, pedindo que países ricos paguem sua “dívida ecológica” com os mais pobres. O cardeal Jaime Spengler, de Porto Alegre, ressaltou que “é hora de decisões corajosas” para garantir um futuro sustentável.
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