- A retrospectiva “O Cinema de Hirokazu Kore-eda” será realizada no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro.
- O evento ocorrerá de 16 de julho a 11 de agosto.
- Serão exibidas 30 obras do diretor japonês, incluindo documentários pouco conhecidos no Brasil.
- Kore-eda é reconhecido por suas narrativas que desafiam a ideia de família tradicional e abordam laços formados por afeto.
- O cineasta acredita que o cinema deve contribuir para o debate público, mas não necessariamente ser uma crítica social.
Retrospectiva no CCBB-RJ
A retrospectiva “O Cinema de Hirokazu Kore-eda” ocorrerá no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro, de 16 de julho a 11 de agosto. A mostra apresentará 30 obras do aclamado diretor japonês, incluindo documentários raramente vistos no Brasil.
Kore-eda, vencedor da Palma de Ouro em 2018, é conhecido por suas narrativas que desafiam a ideia de família tradicional. Seus filmes frequentemente retratam laços formados por afeto, em vez de vínculos sanguíneos. Em entrevista, o cineasta destacou que suas escolhas cinematográficas são uma crítica ao conservadorismo e ao nacionalismo no Japão.
Temas e Influências
O diretor afirma que não busca desconstruir a imagem da família tradicional, mas sim explorar diferentes tipos de laços familiares. Ele observa que, no Japão contemporâneo, há uma forte valorização dos vínculos sanguíneos, o que torna suas representações ainda mais relevantes. Kore-eda também reflete sobre a fragilidade das comunidades, um tema que transcende fronteiras culturais.
Além das relações familiares, suas obras abordam questões sociais mais amplas. O cineasta acredita que o cinema deve ter um papel no debate público, mas ressalta que não todos os filmes precisam ser apenas críticas sociais. Para ele, a arte deve ser uma forma de reflexão, sem perder a força narrativa.
Recepção e Estilo
A recepção de seus filmes no Japão pode ser complexa, pois ele procura manter uma postura liberal sem antagonizar valores tradicionais. Kore-eda menciona que seu trabalho pode ser rotulado como “antijaponês”, mas não se importa com essa classificação. Ele se inspira em cineastas sociais como Ken Loach, embora frequentemente seja comparado a Yasujiro Ozu.
A experiência do diretor com documentários molda sua abordagem na ficção, permitindo uma escuta profunda das vozes que retrata. Ele acredita que a presença de limitações na filmagem, como o uso de película, agrega valor à experiência cinematográfica. A retrospectiva no CCBB-RJ será uma oportunidade única para o público brasileiro conhecer a profundidade e a diversidade do cinema de Kore-eda.
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