- Um caça F-7 da Força Aérea de Bangladesh caiu sobre a Milestone School and College em Dhaka, resultando na morte de 31 pessoas, incluindo 25 crianças.
- O acidente ocorreu durante um exercício de treinamento devido a uma falha técnica após a decolagem.
- A professora Mahreen Chowdhury tentou salvar alunos e sofreu queimaduras em quase 100% do corpo, conseguindo resgatar de 20 a 25 crianças antes de falecer.
- Protestos em Dhaka exigem uma investigação sobre o acidente e mudanças nas práticas da força aérea, com manifestantes pedindo o fim do uso de jatos militares antigos.
- O governo interino formou um comitê para investigar o acidente, enquanto a pressão aumenta para garantir a segurança das aeronaves da Força Aérea.
Um caça F-7 da Força Aérea de Bangladesh caiu sobre a Milestone School and College em Dhaka, resultando na morte de 31 pessoas, incluindo 25 crianças. O acidente ocorreu durante um exercício de treinamento, quando a aeronave sofreu uma falha técnica logo após a decolagem. O piloto, Tenente de Voo Md. Taukir Islam, tentou desviar para uma área menos movimentada, mas acabou atingindo o colégio.
A professora Mahreen Chowdhury, que estava na escola no momento do acidente, sacrificou sua vida tentando salvar os alunos. Ela sofreu queimaduras em quase 100% do corpo e, antes de falecer, disse ao marido que havia conseguido resgatar cerca de 20 a 25 crianças. Chowdhury foi levada para a UTI do Instituto Nacional de Queimados, mas não resistiu aos ferimentos.
O desastre gerou uma onda de protestos em Dhaka, com centenas de estudantes exigindo uma investigação completa sobre o acidente e a renúncia do conselheiro educacional do governo. Os manifestantes também pediram o fim do uso de jatos militares antigos e mudanças nos procedimentos de treinamento da força aérea. A polícia respondeu com gás lacrimogêneo e granadas sonoras, resultando em feridos entre os protestantes.
O governo interino, liderado por Muhammad Yunus, anunciou a formação de um comitê para investigar o acidente. Além disso, as autoridades enfrentam crescente pressão para garantir a segurança das aeronaves da Força Aérea, que têm sido alvo de críticas devido a acidentes anteriores e ao uso de equipamentos obsoletos. A tragédia marca um dos piores desastres aéreos do país em décadas, com mais de 160 pessoas feridas, muitas delas crianças.
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