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Brasil entre os 10 países mais perigosos do mundo em 2025: confira o ranking

ACLED posiciona Brasil, México, Equador e Haiti entre os dez países mais perigosos em 2025; violência avança, com alta em Sinaloa e mais de 3.600 mortes no Equador

Brasil entre os 10 países mais perigosos do mundo em 2025
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Brasil entre os 10 países mais perigosos do mundo em 2025
  • México ocupa a quarta posição no ranking de 2025, atrás de Palestina, Mianmar e Síria, com violência ampliada por conflitos entre grupos criminosos e ataques a políticos, segundo a ACLED.
  • Houve aumento de 400% nos homicídios em Sinaloa após a prisão de Ismael “El Mayo” Zambada em 2024, segundo a ACLED, que aponta reorganização criminosa como fator central.
  • O Equador pode registrar recordes históricos de violência em 2025, com mais de 3.600 mortes associadas a gangues, devido a confrontos entre facções e fragmentação de grupos.
  • Brasil permanece no sétimo lugar do ranking, com violência ligada a disputas entre gangues que buscam controle de territórios.
  • Haiti fica em oitavo no ranking, com crescimento de disputas territoriais entre gangues e instabilidade política alimentando a violência.

A agência ACLED aponta que Brasil, México, Equador e Haiti estão entre os 10 países mais perigosos do mundo em 2025. Além disso, o índice leva em conta mortalidade, perigo para civis, abrangência dos conflitos e número de grupos armados. Por consequência, México fica em quarto lugar, repetindo a posição de 2024.

Enquanto isso, o Equador sobe para a sexta posição; Brasil e Haiti aparecem em sétimo e oitavo, respectivamente, o que reforça o avanço da violência na região segundo o levantamento.

México, dividido entre a disputa em Sinaloa e a violência contra políticos

No México, a violência ganhou intensidade em 2025. A ACLED registra 360 incidentes de violência contra políticos no último ano, evidenciando atuação de grupos criminosos e disputas políticas locais. A organização atribui parte do aumento aos desdobramentos da guerra interna no Cartel de Sinaloa após a prisão de Ismael El Mayo Zambada, em 2024, nos EUA.

O caso de Sinaloa reflete uma reorganização criminosa com impactos nacionais, sobretudo após a prisão de Zambada. A ACLED aponta que a violência pode se manter estável ou subir conforme a dinâmica entre facções criminosas e autoridades estaduais. Em julho de 2024, Zambada foi preso, o que teria desencadeado nova fase de conflitos no estado.

Na região andina, o Equador pode registrar recordes históricos de violência em 2025. A previsão é de que o país tenha o maior índice de homicídios da América Latina pelo terceiro ano seguido. Mais de 3.600 mortes ligadas a gangues devem sustentar esse avanço, segundo a ACLED.

Brasil e Haiti mantêm tendência de crescimento de violência associada ao domínio de territórios por gangues. No Brasil, a atuação de facções em diferentes estados alimenta a pressão por controle de recursos e instituições. Já no Haiti, disputas entre gangues são fator relevante para a deterioração da segurança pública e instabilidade política.

No conjunto, a ACLED destaca que a violência contra civis e agentes públicos cresce na região. Além disso, o estudo aponta que a situação varia conforme cada país, o que, por sua vez, gera impactos diretos em eleições locais, governabilidade e políticas de segurança. Por fim, as autoridades dos quatro países não divulgaram comentários oficiais de imediato, o que também reforça o clima de incerteza observado no relatório.

Ranking

  1. Palestina (mesma posição de 2024)
  2. Mianmar (mesma posição de 2024)
  3. Síria (mesma posição de 2024)
  4. México (mesma posição de 2024)
  5. Nigéria (mesma posição de 2024)
  6. Equador (subiu 36 posições em comparação com 2024)
  7. Brasil (desceu 1 posição em comparação com 2024)
  8. Haiti (subiu 3 posições em comparação com 2024)
  9. Sudão (mesma posição de 2024)
  10. Paquistão (subiu 2 posições em comparação com 2024)

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