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Courmayeur proíbe sparklers internos após incêndio fatal na Suíça

Courmayeur proíbe faíscas e itens com chama em espaços fechados, após incêndio em Crans-Montana, elevando fiscalização de segurança em locais públicos

Alpinists make their way across a glacier on the Italian side of Mont Blanc massif in Courmayeur, Italy, September 3, 2020. REUTERS/Lisi Niesner/File Photo
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  • Courmayeur proibiu o uso de velas-foguete e outros itens com chama em espaços fechados, após o incêndio em Crans-Montana, na Suíça, na véspera de Ano Novo.
  • O incêndio deixou 40 mortos, 116 feridos, a maioria adolescentes, incluindo seis italianos; autoridades apontam vela-pompa (fountain candle) como causa provável.
  • A proibição vale para chamas abertas e itens pirotécnicos em espaços fechados, especialmente em locais públicos.
  • Autoridades italianas intensificaram inspeções em casas noturnas e outros espaços públicos; clubes em Roma foram fechados recentemente.
  • A primeira-ministra Giorgia Meloni discute uma proibição nacional de sparklers internos; medida já adotada em alguns cantões suíços.

Courmayeur, destino turístico de esqui no sopé do Mont Blanc, proibiu o uso de pavios, capaz de acender fogo, em espaços fechados. A medida vem após o incêndio mortal em Crans-Montenana, na Suíça, na véspera de Ano Novo.

O anúncio foi divulgado pela prefeitura da cidade italiana nesta terça-feira. A proibição abrange chama aberta e itens pirotécnicos em espaços públicos fechados, com foco especial em bares, clubes e locais de evento.

Autoridades italianas intensificaram as vistorias em estabelecimentos noturnos desde o acidente suíço. O objetivo é checar lotação, saídas de emergência e medidas de proteção contra incêndio.

Na capital italiana, clubes passaram por fechamentos temporários após as fiscalizações, incluindo o Piper, destacado espaço cultural da cidade. Medidas semelhantes ganharam impulso em outros municípios.

O governo, liderado pela primeira-ministra Giorgia Meloni, avalia ampliar a proibição de pavios para todo o país. A medida já tem apoio de parte do setor público e de autoridades locais.

O prefeito de Courmayeur, Roberto Rota, afirmou que a restrição é necessária e urgente, dada a frequência de objetos em chamas durante celebrações públicas na região.

Francesco Lenzi, morador de Milão, indica que outras cidades deveriam adotar exemplo semelhante. O jovem ressaltou ter visto objetos inflamáveis usados em estabelecimentos de várias cidades.

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