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Julgamento de irmãos ricos da Flórida por abuso sexual há décadas começa

Julgamento federal em Manhattan abre com potencial de prisão perpétua se condenados; acusações envolvem tráfico sexual e agressões a dezenas de mulheres

In this courtroom sketch, Tal, Alon and Oren Alexander last week.
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  • Começou em Manhattan o julgamento federal contra os irmãos Tal Alexander, 39, e os gêmeos Alon e Oren Alexander, de 38 anos, acusados de agredir, estuprar e traficar dezenas de mulheres ao longo de décadas.
  • Os procuradores alegam que o grupo conspirou para atrair as vítimas e as drogou ou atacou, em locais como Nova York, Hamptons e Martha’s Vineyard, além de atendimento em plena Florida do sul.
  • Os irmãos, que se declararam não culpados, podem pegar até prisão perpétua caso sejam condenados.
  • O caso envolve uma empresa imobiliária de alto padrão em Nova York e referências a viagens e luxos usados como parte do suposto esquema.
  • Testemunhas podem incluir várias mulheres, entre elas algumas menores de idade à época dos fatos, segundo a promotoria, com relatos potencialmente anônimos durante o júri.

Dois-3 parágrafos iniciais para contextualizar:

Prosecutores de Nova York abriram o julgamento federal em Manhattan contra os irmãos Tal, 39, e Alon e Oren Alexander, 38, acusados de violência sexual, tráfico de mulheres e outros crimes. A denúncia alega décadas de abusos cometidos por um trio ligado a uma família rica da Flórida, com vínculos a Nova York, Hamptons e Martha’s Vineyard. O caso envolve supostos planos conjuntos para atrair, dopar e atacar vítimas, em locais variados.

Os irmãos, que pleiteiam inocência, estão sob risco de pena máxima de prisão perpétua se condenados. A ação cita encontros em bares, clubes e apps de relacionamento, com supostos dopings que facilitaram os ataques. A investigação aponta operações em Nova York e em áreas de alto poder aquisitivo, além da Flórida do sul, onde a família tem residência.

O julgamento, no distrito sul de Nova York, pode durar cerca de um mês. A audiência já envolve testemunhas que teriam idades próximas à maioridade na época dos supostos crimes, bem como relatos de outras vítimas. A promotoria planeja apresentar evidências de uma rede de coautoria com terceiros não identificados.

Acusação e contexto

Segundo a promotoria, o grupo utilizava benefícios materiais para atrair mulheres. A denúncia descreve uso de manipulação, coercção e, em alguns casos, violência física. A defesa contesta a aplicação da Lei de Proteção contra o Tráfico e sustenta que parte das relações seria consensual. O material público inclui referências a uma ampla gama de locais para os abusos.

O trio já responde a 11 acusações. Oren e Alon também enfrentam uma acusação adicional por agressão a uma mulher incapacitada a bordo de um cruzeiro em 2012. Os indiciados permanecem detidos na prisão Metropolitan de Nova York desde o início do processo.

A família afirmou que os relatos não refletem quem são os filhos. O pai e a mãe enviaram declarações defendendo a inocência e pedindo um julgamento baseado em fatos. Advogados ressaltaram que o caso depende principalmente de evidências apresentadas em juízo.

Investigadores disseram que pelo menos 60 mulheres teriam sido entrevistadas, com 15 a 20 potenciais testemunhas adicionais. As vítimas poderão testemunhar de forma anônima. O caso envolve cobertura de veículos de imprensa e análises sobre o impacto no setor imobiliário de luxo.

Katherine Kallergis, repórter da Real Deal, destacou que nomes influentes no mercado imobiliário podem também aparecer no desdobramento. Ela reforçou que as alegações dependem do testemunho das vítimas e da apresentação de provas no tribunal.

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