- Heather Jones, de Alabama, fechou um caso com sentença de dois anos de probation por prática de direito sem licença, em Marshall County.
- O acordo ocorreu dias depois de ela denunciar um padre católico, Robert “Bob” Sullivan, por comportamento predatório envolvendo uma menor.
- Sullivan deixou o sacerdócio em novembro, após as acusações.
- Jones afirma que a sentença a deixa “livre e sem esse peso” e que suspeita haver tentativa de minar sua credibilidade.
- Em outro caso separado, Jones foi presa por suposta prática de direito sem licença, mas aceitou a probation ao início do processo.
Heather Jones, de Alabama, resolveu um caso administrativo que se abriu contra ela poucos dias depois de denunciar um padre católico por comportamento predatório. O acordo prevê dois anos de liberdade condicional por suposta prática não autorizada da lei, anunciado pelo cartório do condado de Marshall.
O caso ocorreu em 28 de janeiro, quando Jones aceitou o regime de supervisão. A jovem afirmou sentir-se, ao final, livre de uma situação que acredita ter sido usada para atestar sua credibilidade após as denúncias contra o padre.
Jones, hoje com 33 anos, tornou pública a acusação contra o padre Robert Sullivan, então pastor da paróquia Nossa Senhora das Dores, em Homewood. A denúncia levou à renúncia de Sullivan, em novembro, e houve investigação interna na diocese de Birmingham.
A diocese de Birmingham encaminhou as acusações para a Igreja Católica mundial. Sullivan pediu dispensa de todas as obrigações do sacerdócio, proposta que recebeu aprovação do Papa em novembro. A história foi amplamente divulgada pela imprensa local.
Separadamente, oito dias após a reportagem do Guardian, Jones foi presa por suposta prática de direito sem licença, relacionada a uma moção apresentada em processo de Marshall County. Os promotores disseram que a assinatura foi feita em seu nome como advogada estudante, sem autorização.
O acordo de Jones foi fechado na manhã em que o caso contra ela entraria em julgamento. Em nota, a ex-advogada estudantil afirmou ter encontrado apoio entre sobreviventes e reiterou gratidão à rede de apoio.
Jones destacou ainda que a experiência a deu paz em relação às próprias ações e intenções, e que espera que outras pessoas afetadas por casos semelhantes também encontrem tranquilidade. O escritório do procurador não comentou o caso.
Entre na conversa da comunidade