- O Tribunal de Justiça de Minas Gerais confirmou que o segundo habeas corpus da defesa do empresário René da Silva Nogueira Júnior será julgado em sessão no sábado, quatro de abril, com o relator Maurício Pinto Ferreira.
- René recorreu da sentença de pronúncia que o envia para o júri popular, conforme decisão da 1ª Instância.
- O pedido de habeas corpus já foi apresentado em vinte e quatro de novembro do ano passado e negado; embargos declaratórios também foram rejeitados, o último na sexta-feira anterior.
- A defesa de Laudemir reforça que não houve fato novo que justifique a revogação da prisão preventiva e que o processo corre de forma regular.
- O caso envolve a morte do gari Laudemir de Souza Fernandes, atingido por disparo de arma de fogo em Belo Horizonte, no dia 11 de agosto de 2025, durante uma briga de trânsito; a arma foi entregue pela delegada e não havia autorização para o porte.
O empresário René da Silva Nogueira Júnior terá novo julgamento sobre a soltura. O segundo pedido de habeas corpus apresentado pela defesa será analisado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) em sessão marcada para o próximo sábado, 4 de abril. O objetivo é revogar a prisão preventiva e, se possível, liberar René mediante medidas cautelares. O relator é o desembargador Maurício Pinto Ferreira.
O caso envolve o assassinato do gari Laudemir de Souza Fernandes durante uma briga de trânsito em Belo Horizonte. René já havia sido pronunciado pelo júri popular pela prática do crime. A defesa recorreu à instância superior após ter o pedido negado na primeira instancia e, posteriormente, em embargos que não tiveram sucesso.
Antes, em 11 de agosto de 2025, Laudemir trabalhava na coleta de lixo no bairro Vista Alegre quando houve o incidente. O veículo do empresário, uma BYD cinza, supostamente interrompeu o fluxo do caminhão e provocou a agressão. Testemunhas relatam que René apontou a arma e efetuou o disparo, atingindo o gari na região torácica.
O Ministério Público e a Polícia Civil indicam que o crime envolve armamento de fogo e que o caso está sob tramitação na esfera do Tribunal do Júri. A violência ocorreu pela manhã, por volta de 9h03, e levou à prisão de René logo após o ocorrido. A delegacia responsável destacou que a arma foi entregue pela delegada envolvida na investigação.
A defesa de Laudemir sustenta que não houve fatos novos que justifiquem a revogação da prisão preventiva. Em nota, a família da vítima reforçou a necessidade de manter a medida para garantir a aplicação da lei e a continuidade do processo no júri. A CNN Brasil busca contato com a defesa de René para esclarecimentos adicionais.
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