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Cabine Lilás: PMs que sofreram agressões em casa ajudam vítimas de violência

Policiais femininas da cabine lilás transformam experiência de violência doméstica em orientação a vítimas, com atendimento 24 horas por dia

Cabine Lilás: PMs que já foram alvo de agressões em casa atendem vítimas de violência doméstica
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  • Policiais femininas que atendem vítimas de violência doméstica trabalham na cabine lilás, serviço 24 horas dedicado à orientação.
  • A sargento Claudiane, após trinta anos na Polícia Militar, viveu violência doméstica e hoje atua para ajudar outras mulheres.
  • A cabo Raiane também transforma a experiência familiar em acolhimento para quem busca apoio.
  • Em São Paulo, é possível usar o aplicativo SP Mulher Segura, além dos contatos 190 e do canal 180 para atendimento.
  • O foco é ouvir atentamente as mulheres para identificar sinais de abuso e indicar o primeiro passo para romper o ciclo de violência.

A cabine Lilás, serviço da Polícia Militar voltado ao atendimento de mulheres vítimas de violência, ganhou destaque nesta quarta-feira (1º). PMs que já sofreram agressões em casa passam a orientar outras vítimas 24 horas por dia, buscando romper o ciclo de abuso.

A sargento Claudiane, após 30 anos na corporação, atua na cabine Lilás e relata que a violência doméstica marcou sua vida. A atuação foi fortalecida pelo relato de que, muitas vezes, as agressões não são reconhecidas como violência pelas próprias vítimas.

A cabo Raiane também atua no mesmo serviço, trazendo a experiência de ter visto a mãe sofrer violência. As duas policiales demonstram que é possível romper o ciclo de violência e buscar apoio. Em Sân Paulo, as mulheres podem usar o aplicativo SP Mulher Segura, além de acionar o 190 e o canal 180, central de atendimento à mulher.

Sobre a cabine Lilás

O atendimento tem como objetivo ouvir as mulheres, identificar sinais de abuso e orientar o caminho inicial para a denúncia e proteção. A central funciona 24 horas e utiliza o diálogo para mapear as necessidades de cada vítima, inclusive encaminhamentos para rede de apoio.

Ao longo do atendimento, as agentes destacam a importância da escuta ativa. Em muitos casos, relatos não são inicialmente reconhecidos como violência, mas a partir do contato é possível identificar situações de risco e orientar o próximo passo.

Como buscar apoio

Além do atendimento presencial, há opções digitais e telefônicas. Em São Paulo, o aplicativo SP Mulher Segura facilita a orientação rápida. Também é possível ligar para o 190 ou acionar o canal 180 para contato com serviços de proteção à mulher.

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