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Justiça rejeita ação de Diddy por difamação em filme de US$ 100 milhões

Justiça de Nova York rejeita ação de Diddy por difamação contra Peacock/NBCUniversal; processo é arquivado e alegações do documentário são questionadas

O produtor e músico americano Sean "Diddy" Combs gesticula durante o MTV Video Music Awards
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  • A Justiça de Nova York rejeitou a ação de Sean “Diddy” Combs contra Peacock e NBCUniversal, movida para receber pelo menos US$ 100 milhões por difamação relacionada a um documentário.
  • O filme questionado é “Diddy: A Criação do Bad Boy”, que segundo o rapper apresentaria teorias conspiratórias que o difamavam.
  • A juíza Phaedra F. Perry-Bond afirma que é difícil atribuir ao documentário danos adicionais à reputação de Combs, já afetada por processos legais e incidentes de violência.
  • A decisão destaca que o documentário apresentou as alegações de várias perspectivas, incluindo respostas dos representantes de Combs, e teve abordagem “nuançada”.
  • Combs permanece preso em Nova Jersey por condenação relacionada a transporte de pessoas para fins de prostituição, enquanto recorre, e tem outros casos de difamação em andamento.

Um juiz de Nova York arquivou a ação movida pelo rapper Sean “Diddy” Combs contra a NBCUniversal e o serviço Peacock. O processo, que pedia pelo menos US$ 100 milhões, questionava o documentário Diddy: The Making of a Bad Boy por supostas difamações veiculadas no filme.

A decisão foi proferida pela Suprema Corte de Nova York pela juíza Phaedra F. Perry-Bond na última segunda-feira. Em parecer, ela afirmou que não cabia atribuir ao documentário todo o dano à reputação do artista, já que ele já enfrentava inúmeros problemas legais e outras situações negativas divulgadas pela mídia.

A ação contestava diversas afirmações feitas por entrevistados no documentário, que aborda especulações sobre a morte da companheira de longa data de Combs, Kim Porter, e alegações sem fundamentação sobre filmagens de abuso envolvendo menores e celebridades. O material foi lançado pelo Peacock, operado pela NBCUniversal.

Decisão e impacto

No entender da juíza, o documentário incluiu informações que não ampliaram de forma indevida a reputação de Combs. Ela destacou que imagens do laudo de autópsia de Porter indicaram pneumonia, e que a polícia local não suspeitou de crime. A decisão preserva a liberdade de imprensa e a abordagem dos cineastas.

Os advogados da NBCUniversal defenderam que o filme apresentava várias perspectivas, incluindo argumentos de representantes de Combs. Perry-Bond ressaltou que o filme mostrou vieses dos entrevistados e respondeu às acusações centrais, o que justificaria a rejeição da ação.

Combs ainda responde a outro processo de difamação. Ele acusa um homem de afirmar possuir vídeos sobre encontros de celebridades com supostas menores, incluindo agressões. A defesa afirma que as filmagens não existem, e o caso segue em curso.

A condenação de Diddy em um caso anterior, no verão passado, por transportar pessoas para fins de prostituição — do qual foi absolvido de acusações mais graves — permanece sob apelação. Ele cumpre pena federal de mais de quatro anos em uma prisão de Nova Jersey.

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