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Colômbia registra 26 ataques em dois dias, dizem autoridades

26 ataques em Cauca e Valle del Cauca deixam 20 mortos e 48 feridos, atribuídos a dissidentes das FARC sob Iván Mordisco

Ataque com explosivos na Colômbia deixa 20 mortos
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  • Em dois dias, autoridades registraram vinte e seis ataques na Colômbia, todos considerados terroristas, com foco em civis nos departamentos de Cauca e Valle del Cauca.
  • O ataque mais recente, na Rodovia Pan-Americana, em El Túnel, Cajibío (Cauca), deixou pelo menos vinte mortos e quarenta e oito feridos.
  • As Forças Armadas Colombianas atribuem os ataques a dissidentes das FARC, sob o comando de Iván Mordisco; quinze vítimas já foram identificadas, sendo quinze mulheres e cinco homens, sem menor de idade entre os identificados.
  • O governo de Cauca decretou luto de três dias e anunciou reforço operacional, com mais de treze pelotões de cavalaria blindada, doze de infantaria e forças policiais. Também houve anúncio de recompensa de até um bilhão de pesos pelos líderes responsáveis.
  • O presidente Gustavo Petro disse que os ataques representam terrorismo e pediu a punição internacional; o Exército mantém vigilância aérea e monitoramento de possíveis artefatos explosivos na região.

Pelo menos 20 pessoas morreram e 48 ficaram feridas em um ataque com explosivo na Rodovia Pan-Americana, no sudoeste da Colômbia, neste sábado. O ataque ocorreu no setor de El Túnel, em Cajibío, Cauca, atingindo diversos veículos de forma indiscriminada. A autoria é atribuída a dissidentes das FARC, sob o comando de Iván Mordisco.

O levantamento inicial foi feito pelo governo local e pelo Instituto Nacional de Medicina Legal, que confirmou 15 identidades entre as vítimas: 15 mulheres e 5 homens, sem crianças entre as identificadas. Quatro corpos ainda aguardam identificação oficial, segundo o instituto.

No domingo, o número de mortos subiu para 19, com 48 feridos. O governador de Cauca decretou luto oficial por três dias e informou que outras ocorrências violentas foram registradas em vários municípios da região. Um apelo foi feito para reforçar a segurança.

Contexto da violência e desdobramentos

O chefe das Forças Armadas, Hugo López Barreto, disse que houve uma onda de ataques em Cauca e Valle del Cauca, atribuída a estruturas criminosas dos dissidentes, lideradas por Iván Mordisco. Em duas dias, teriam ocorrido 26 ataques contra a população civil.

Presidente Gustavo Petro reagiu pelas redes sociais, classificando os autores como terroristas e narcotraficantes. O governo pediu a máxima punição internacional para o grupo e prometeu ações firmes contra os responsáveis.

O governo anunciou reforços operacionais em Cauca, com destacamento de mais de 13 pelotões de cavalaria blindada, 12 de infantaria e forças policiais. Também foi anunciada uma recompensa de até 1 bilhão de pesos por informações que levem aos líderes identificados.

As operações incluem vigilância aérea na região de Cauca para monitorar a presença de artefatos explosivos e prevenir novas ameaças. O ataque ocorreu pouco depois da visita de Petro à Venezuela, onde houve acordo para cooperação contra crimes transfronteiriços.

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