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Instagram analisará estrutura óssea para confirmar idade e excluir menores

Meta usa altura e estrutura óssea em fotos do Instagram para classificar idade e excluir contas de quem tem menos de 13 anos

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  • Meta começará a analisar altura e estrutura óssea em fotos do Instagram para classificar faixas etárias e excluir perfis com menos de 13 anos.
  • a ferramenta será implementada no Brasil, Estados Unidos e União Europeia, após testes na Austrália, Reino Unido e Canadá.
  • contas de 13 a 18 anos passarão a ser tratadas como contas de adolescentes, com supervisão dos pais, menos publicidade direcionada e mais restrições a conteúdos nocivos.
  • a empresa afirma que não usará reconhecimento facial; houve falhas identificadas em experiências anteriores, especialmente na Austrália.
  • a verificação de idade com IA avançada também levará em conta padrões de uso além da imagem, e a implementação no Brasil terá início no segundo semestre do próximo ano.

O grupo Meta anunciou que começará a analisar a altura e a estrutura óssea de usuários em fotos do Instagram para classificar faixas etárias. A tecnologia será aplicada de imediato no Brasil, nos Estados Unidos e na União Europeia, após testes anteriores na Austrália, Reino Unido e Canadá. Perfis com menos de 13 anos serão deletados conforme as regras das plataformas do grupo.

A verificação de idade por IA visa reduzir a exposição de menores a conteúdos inadequados e cumprir exigências regulatórias. Hoje, dados de idade são autodeclarados; a verificação no Brasil inicia somente no segundo semestre do próximo ano. A Meta encara a mudança como medida de proteção para menores durante a navegação nas redes.

Detalhes operacionais

Segundo a Meta, a ferramenta combina referências visuais com pistas contextuais, incluindo padrões de escrita e interação, para estimar a faixa etária. Usuários entre 13 e 18 anos serão movidos para contas de adolescentes, com recursos de supervisão parental e restrições de publicidade e conteúdos sensíveis.

A medida também vale para casos em que o usuário declarou idade acima do permitido para determinar o tratamento adequado. O Brasil já registra alta participação de crianças em redes sociais: 63% dos de 11 e 12 anos, e 33% de 9 a 10 anos, segundo pesquisa TIC Kids Online.

Contexto regulatório e riscos

A implementação antecede a exigência do ECA Digital, que demanda identificação de idade para proteção de menores. As autoridades devem fiscalizar o cumprimento a partir de 2027, conforme calendário da ANPD. Experiências anteriores mostraram tentativas de burlar o sistema, com jovens divulgando tutoriais para driblar o reconhecimento facial ou criando disfarces para enganar o algoritmo.

Em Austrália, a ferramenta foi testada antes de a legislação local restringir redes a menores de 17 anos. Falhas de estimativa de idade foram observadas, especialmente entre adolescentes próximos do limiar de 16 anos e entre minorias, com maior taxa de falsos positivos e negativos.

Perspectivas e desdobramentos

A Meta afirma que a expansão para o Facebook nos EUA ocorrerá em breve, com implantação prevista para o Reino Unido e Europa em junho. A companhia sustenta que a verificação combinará sinais visuais e comportamentais para aumentar a confiabilidade da identificação de menores. O tema segue sob escrutínio global, com pressão por medidas de verificação de idade para combater abuso online e danos à saúde mental de jovens.

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