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Como treinar equipes para lidar com clientes em atrito em salões

Especialistas orientam treinamentos de comunicação não violenta e protocolos de segurança para proteger equipes diante de clientes em atrito e agressões

Ed Motta arremessou cadeira em discussão (à esquerda); e cliente precisou ser contida por seguranças após esfaquear cabeleireiro — Foto: Reprodução/Instagram
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  • Casos recentes de agressões envolvendo clientes, como Ed Motta no Rio de Janeiro e um cabeleireiro esfaqueado em São Paulo, mostram a necessidade de protocolos de segurança nas empresas.
  • Especialistas dizem que o preparo da equipe precisa ir além do atendimento, incluindo treinamentos de comunicação e inteligência emocional, com identificação de sinais de tensão.
  • Recomenda-se usar comunicação não violenta para acolher insatisfações, mantendo o limite da segurança e evitando normalizar abusos.
  • Três pilares sugeridos: treino de escuta ativa, padronização de procedimentos para reclamações e simulações de situações críticas; trocar o interlocutor ou o ambiente pode reduzir a tensão.
  • Medidas jurídicas e de proteção: câmeras de segurança, não encostar no cliente e agir imediatamente para conter a situação; o empregador tem responsabilidade de manter a integridade física do funcionário.

A última semana teve episódios de agressões de clientes contra funcionários em estabelecimentos brasileiros, entre eles um caso envolvendo o cantor Ed Motta no Rio de Janeiro e outro com um cabeleireiro em São Paulo. Os eventos acenderam o alerta sobre a necessidade de protocolos de segurança e preparo emocional nas empresas.

Especialistas de gestão e direito apontam que o treinamento não deve se limitar ao atendimento. O foco é proteger a integridade da equipe por meio de práticas de comunicação, leitura de sinais de tensão e planejamento de respostas a situações críticas.

Para Cintia Martins, consultora do Sebrae-SP, é essencial investir em capacitação prática de comunicação e inteligência emocional. Ela ressalta a importância de perceber sinais de estresse cedo para evitar desdobramentos mais graves.

Martins defende a aplicação de comunicação não violenta para acolher a insatisfação sem personalizar o embate, destacando que a segurança prevalece sobre a satisfação suposta do cliente.

Bruno Mayworm, professor da ESPM, afirma que atritos costumam decorrer de falhas na experiência do cliente. Ele orienta três pilares simples: escuta ativa, padronização de procedimentos de reclamação e simulações de situações críticas.

Em casos de atrito, Mayworm sugere trocar o interlocutor ou mudar o ambiente da conversa para reduzir a tensão. Protocolos claros ajudam a reduzir improvisos em momentos de pressão.

Papel da liderança e apoio emocional para a equipe

Após um conflito, a postura do líder é determinante para a segurança da equipe. A orientação é agir rapidamente, acolher os envolvidos e evitar minimizar o ocorrido.

A liderança deve, quando necessário, considerar o afastamento temporário do empregado e oferecer apoio psicológico. A comunicação interna pós-incidente também é destacada para reduzir boatos e inseguranças.

Resguardo jurídico e direitos do empreendedor

Do ponto de vista jurídico, agressões contra funcionários envolvem esferas civil e criminal. O consumidor pode reclamar, mas não pode abusar de direitos legais, segundo especialistas.

Entre as medidas preventivas indicadas estão câmeras de segurança, com conhecimento técnico dos colaboradores sobre a filmagem, e a orientação para não tocar no cliente, acionando segurança ou a polícia se houver violência.

Os especialistas ressaltam que o estabelecimento tem a responsabilidade de manter a integridade física de seus empregados dentro do local, incluindo ações para impedir a saída de agressores quando necessário.

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