- A autoridade de aviação do Reino Unido diz que problemas com power banks em voos estão aumentando e pede que passageiros conheçam as regras.
- Regras básicas: levar o power bank na cabine, no máximo dois por passageiro, e não usar nem carregar o dispositivo durante o voo.
- O voo EZY2618 da EasyJet, de Hurghada para Londres, foi desviado para Roma por causa de um power bank na bagagem de porão, com passageiros ficando retidos até o próximo dia.
- A CAA planeja lançar, neste verão, uma campanha com as companhias aéreas para esclarecer as regras a viajantes a turismo e a negócios.
- Dados da UL Standards & Engagement apontam aumento de incidentes com baterias de íon de lítio em 2024, com média de duas ocorrências por semana; houve um incremento de 15% entre 2019 e 2024.
O regulador de aviação do Reino Unido afirmou que problemas envolvendo baterias portáteis podem estar aumentando, pedindo aos passageiros que verifiquem as regras antes de viajar. A Civil Aviation Authority (CAA) destaca riscos de superaquecimento e incêndio.
A entidade informa que há maior conscientização necessária sobre o tema e reforça que as baterias não devem ficar em bagagem despachada. Passageiros são orientados a levar power banks apenas na cabine e não em bagagem de porão.
Ontem, um voo EasyJet com destino a Londres teve desvio para Roma por uma mensagem de que havia um carregador portátil na aeronave. A tripulação precisou acomodar os passageiros em solo até o próximo voo, no dia seguinte.
Segundo a CAA, as regras básicas internacionais para power banks exigem que os dispositivos viajem com o passageiro, no interior da cabine, com no máximo dois itens por pessoa, e sem uso ou recarga durante o voo.
A autoridade afirma que a prática de transportar baterias na bagagem despachada aumenta o risco de incidentes. Além disso, o armazenamento inadequado pode levar a superaquecimento durante o trajeto.
Dados de segurança apontados pela UL Standards & Engagement indicam uma média de dois incidentes de “thermal runway” por semana em 2024, envolvendo baterias de íon de lítio em voos comerciais. A contagem inclui dispositivos como power banks, smartphones e laptops.
Uma pesquisa da CAA com 1.000 passageiros britânicos mostrou que mais de um terço conhece as baterias de lítio e as regras associadas, mas não sabe exatamente o que é exigido. Pessoas acima de 55 anos tendem a ter maior familiaridade.
A CAA ressalta que baterias podem esquentar muito, especialmente quando carregam ou estão danificadas. A empresa orienta sobre a necessidade de escolher produtos de qualidade, já que baterias de baixa qualidade apresentam maior risco.
Em linhas gerais, as companhias aeronáuticas recomendam manter power banks em bolsas sob o assento, e não em compartimentos superiores, como parte de uma prática de segurança uniforme.
A agência se prepara para lançar, neste verão, uma campanha com as companhias aéreas para esclarecer as regras a viajantes a negócios e a lazer, enfatizando a importância de seguir as diretrizes.
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