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Zeebo: um dos maiores fracassos da Tectoy

Zeebo, ambição brasileira, fracassa e antecipa a transição para jogos digitais, encerrando o experimento da Tectoy com console sem mídia

Relembre o Zeebo, um dos maiores fracassos da Tectoy
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  • Em 2009, a Tectoy, em parceria com a Qualcomm, lançou o Zeebo, console brasileiro sem mídia física, com jogos baixados via rede móvel ZeeboNet (3G) e moeda virtual chamada Z-Credits.
  • O hardware usava a plataforma Qualcomm MSM7201A, similar a smartphones da época, mas os jogos rodavam na TV com quedas de taxa de quadros, serrilhados e resolução incompatível com TVs LCD.
  • Jogos de quinta e sexta geração foram adaptados para o Zeebo, incluindo títulos como Resident Evil 4, Crash Bandicoot Nitro Kart 3D, FIFA 09, Quake e Need for Speed: Carbon, mas de forma inferior aos originais.
  • O preço de lançamento foi de R$ 499,99, tornando o console caro frente a opções como o PlayStation 2, que custava entre R$ 300 e R$ 400; depois houve reduções para R$ 399 e, posteriormente, R$ 299, além de lançamento do controle Boomerang com sensores de movimento.
  • Em maio de 2011, a Zeebo anunciou o fim das operações no Brasil e no México, vendendo apenas dezenas de milhares de unidades, mas o projeto é lembrado pela ousadia tecnológica e antecipação de modelos de distribuição digital.

O Zeebo foi apresentado ao público brasileiro em 2009 pela Tectoy, em parceria com a Zeebo Inc. e a Qualcomm, como um console que revolucionaria o mercado com distribuição digital via rede móvel 3G. A proposta era oferecer jogos sem mídia física, com compra por créditos e sem necessidade de internet em casa.

A iniciativa visava suprir a demanda de conectividade da época, permitindo que clientes comprassem títulos com cartões pré-pagos ou boletos. O objetivo era criar uma alternativa acessível para classes que enfrentavam altos preços de consoles com mídia física.

Um console sem mídia física

Em 2009, o Zeebo utilizou a plataforma Qualcomm MSM7201A para reduzir custos, adaptando ports de quinta e sexta geração para a tela da TV. O resultado foi marcado por quedas de taxa de quadros, serrilhados e resolução incompatível com TVs LCD emergentes.

Apesar de parcerias com grandes desenvolvedoras, as versões emprestadas de títulos como Resident Evil 4, Crash Bandicoot Nitro Kart 3D, FIFA 09, Quake e Need for Speed: Carbon ficaram aquém dos originais. As adaptações eram basicamente ports de celulares para TV.

Preço elevado e reação do mercado

O lançamento ocorreu com preço de 499,99 reais, uma soma difícil de justificar frente ao PlayStation 2, disponível por 300 a 400 reais na época. O custo tornou o Zeebo inviável para as famílias que podiam adquirir consoles com bibliotecas consolidadas.

A Tectoy tentou reverter a situação: reduziu o preço para 399 reais, depois para 299 reais, lançou o Boomerang, um controle com sensores de movimento, e enfatizou conteúdo educativo. Mesmo assim, a percepção já estava comprometida.

Encerramento e legado

Em maio de 2011, a Tectoy anunciou o fim das operações do Zeebo no Brasil e no México. O console vendeu apenas dezenas de milhares de unidades, insuficientes para manter a infraestrutura da ZeeboNet.

A história do Zeebo é lembrada pela ousadia tecnológica brasileira e pela ideia de mercado digital precoce. Hoje, o setor já celebra serviços por assinatura, lojas online e distribuição digital, que o Zeebo antecipou.

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