- No dia sete de junho, Claudinei Silva, de quarenta e dois anos, tirou a vida da filha Olga Beatriz Santos da Silva, de doze, em Cuiabá, Mato Grosso, após retornarem de uma festa na casa do avô.
- A advogada da família materna afirmou que novas informações podem modificar o caso, incluindo um histórico de violência de Claudinei contra a mãe de Olga em dois mil e dezoito, quando ele foi condenado a onze anos, quatro meses e vinte dias.
- Segundo a advogada, Claudinei dizia em mil e dezoito que Olga não era filha dele; a mãe nega e afirma que Olga era filha dele.
- Há a hipótese levantada pela defesa de que a motivação poderia ter relação com a desconfiança de paternidade, e foi solicitada uma nova oitiva para esclarecer esse ponto.
- Claudinei já tinha cumprido regime aberto e, em abril de dois mil e vinte e dois, pediu para retomar o contato com Olga, o que foi permitido de forma limitada pela mãe; a família materna contesta a versão de que Olga tinha celular ou conversas com um garoto.
Um pai é apontado como autor do assassinato da filha Olga Beatriz Santos da Silva, de 12 anos, em Cuiabá, Mato Grosso. O crime ocorreu no dia 7 de junho, na residência de Claudinei Silva, após retorno da menina de uma festa na casa do avô. A investigação aponta que Claudinei agiu após alegada observação de uma conversa entre Olga e um garoto no celular.
A defesa e a família de Olga veem o caso sob novo prisma após revelações apresentadas pela advogada da família materna, Dayane Rodrigues. Segundo ela, Claudinei já tinha histórico de violência divulgado em 2018, quando tentou prender a mãe da menina por três dias.
Naquele ano, Claudinei foi condenado a 11 anos, 4 meses e 20 dias, após agressões. A advogada informou ainda que o pai disse, em 2018, que Olga não era filha dele, o que pode ter motivado conflitos anteriores com a mãe. A promotora pediu novas oportuntades de oitiva para esclarecer motivações do crime.
A mãe da menina, que sempre afirmou a filiação, afirma que Olga não possuía celular nem redes sociais e que Claudinei é analfabeto, o que tornaria improvável a leitura de conversas. A advogada descreve que, ao deixar a prisão em 2022, Claudinei pediu para reatar o vínculo, com visitas limitadas, sob regime aberto.
A família materna considera a hipótese de que a desconfiança sobre a paternidade tenha alimentado a violência. Dayane Rodrigues solicitou à delegacia a cópia do inquérito de 2018 e requer novo interrogatório para entender se a alegada dúvida sobre a paternidade motivou o crime.
Os familiares ressaltam que Olga era muito ligada ao pai e que a mãe permitiu o contato para a honra de manter a menina ao lado dele, dentro das regras do regime. A defesa não se pronunciou oficialmente sobre as novas informações apresentadas.
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