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Caos de 5h em greve de ônibus Marechal afeta passageiros

Greve de cinco horas dos rodoviários da Marechal provoca caos no DF, com Ceilândia e Taguatinga improvisando rotas, metrô lotado e gastos com apps até a retomada

paradas lotadas durante a paralisação
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  • Em 22 de junho, passageiros enfrentaram cinco horas de greve dos rodoviários da Marechal, com ônibus paralisados e frotas retidas nos terminais.
  • Região do Distrito Federal impactada inclui Ceilândia, Taguatinga, Guará, Águas Claras e Park Way, além de usuários recorrerem a rotas alternativas.
  • Quem dependeu do transporte improvisou trajetos, usando o metrô lotado ou transportes por aplicativo com custo elevado.
  • Moradores de áreas periféricas relataram deslocamentos longos a pé para chegar a terminais centrais e tentar pegar outra condução.
  • A greve terminou após assembleia na garagem da Marechal, com retorno gradual dos ônibus após confirmação do depósito dos salários.

O Distrito Federal enfrentou uma manhã de caos nesta segunda-feira, 22 de junho, devido a uma paralisação de cinco horas dos rodoviários da empresa Marechal. A greve interrompeu diversas linhas que operam em regiões como Guará, Águas Claras, Park Way, Taguatinga e Ceilândia, sem aviso prévio. O motivo alegado foi atraso no pagamento dos salários da categoria.

Com a frota parada, passageiros precisaram improvisar rotas, recorrer ao metrô superlotado ou pagar valores elevados em transportes por aplicativo para não perder o dia de trabalho. Quem acordou cedo encontrou paradas cheias e ausência de informações, o que gerou estresse e vulnerabilidade no deslocamento.

Relatos de usuários ressaltam o peso da situação para quem depende do transporte público. Uma assistente administrativa, que usa a linha 306.5, descreveu a frustração de sair de casa ainda às 5h30 e encontrar as paradas no escuro sem qualquer orientação. Outros moradores da periferia enfrentaram deslocamentos a pé até terminais centrais, com atrasos e impactos na rotina.

Nas regiões periféricas, o impacto foi mais intenso, com deslocamentos longos a pé para alcançar opções de transporte. Moradores da Vila Madureira e do Sol Nascente relataram necessidade de percorrer dezenas de minutos a pé até o terminal para tentar outra condução, aumentando a demora e a pressão sobre o dia de trabalho.

Fim da Paralisação

A greve chegou ao fim após assembleia na garagem da Marechal, no P Sul, Ceilândia, com a confirmação de que os salários foram depositados pela concessionária. A decisão de retomar as atividades ocorreu de forma gradual, com os ônibus voltando a circular conforme os repasses financeiros chegaram aos trabalhadores.

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