- O cantor Amado Batista foi condenado a pagar aproximadamente R$ 454 mil aos pais da criança de três anos que morreu afogada em uma fazenda dele, em Goiás, em 2022.
- Os pais dizem ter pedido a instalação de grade de proteção na piscina; Batista e o gerente negam que o pedido tenha sido feito.
- O juiz reconheceu culpa concorrente dos pais, afirmando que a criança ficou sem supervisão sob responsabilidade dos responsáveis pela propriedade.
- Além da indenização, Batista deverá pagar pensão mensal de dois terços de 70% do salário mínimo, até a idade de vinte e cinco anos da vítima, depois reduzir para um terço de 70% até o falecimento dos pais ou até a expectativa de vida do IBGE em 2022.
- A defesa afirma que pretende recorrer, alegando cerceamento de defesa e ausência de prova de pedido de proteção, e que não houve omissão ou negligência de sua parte.
Amado Batista foi condenado a pagar cerca de R$ 454 mil aos pais de uma criança que morreu em 2022 em Goiás. O acidente ocorreu na fazenda do cantor, onde um filho dos funcionários da propriedade se afogou na piscina. O caso chegou à Justiça quatro anos após a tragédia.
Os pais da vítima alegam que, no ato da contratação, pediram a instalação de grades de proteção ao redor da piscina. Batista e o gerente da propriedade negam que tenha havido esse pedido. O juiz Leonardo de Camargos Martins reconheceu culpa concorrente dos pais, afirmando que houve falta de supervisão.
Maurício Vieira de Carvalho Filho, advogado de Amado Batista, afirmou que não houve prova do pedido de proteção e apontou cerceamento de defesa por não ter sido autorizada prova pericial técnica. A defesa vai recorrer para tentar reverter a condenação.
A decisão fixa o valor de R$ 453,8 mil, dividido igualmente entre mãe e pai. Além disso, o artista deverá pagar uma pensão mensal correspondente a dois terços de 70% do salário mínimo até os 25 anos da vítima, com redução futura até a idade média de vida prevista pelo IBGE.
A criança chegou a ser socorrida e levada para um hospital em Terezópolis, a cerca de 15 minutos da fazenda, mas não resistiu ao acidente. O caso segue sob apuração legal e aguarda recursos das partes envolvidas.
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