- Estados Unidos, no estado do Mississippi, adotaram câmeras com IA capazes de registrar infrações de trânsito em veículos a até 300 km/h, sem autuar automaticamente.
- As imagens são enviadas a um policial para avaliação, que pode, se necessário, parar o veículo; infrações incluem uso de celular, falta de cinto e crianças sem equipamento de retenção adequado.
- As câmeras, instaladas em reboques móveis, fotografam o interior dos veículos a até 300 km/h e mudam de posição 52 vezes por ano, conforme contrato com a Acusensus.
- O sistema gerou debate político nos EUA, com críticas à invasão de privacidade e ressalvas sobre eventual emissão de multas sem intervenção policial.
- No Brasil, câmeras semelhantes já operam em rodovias de seis estados, incluindo São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Paraíba, com avaliação por policial em vez de multa automática.
O Mississippi, nos Estados Unidos, passa a usar um sistema de câmeras com inteligência artificial para registrar infrações de trânsito em velocidades de até 300 km/h. Os aparelhos, instalados em pontos estratégicos, detectam uso de celular, falta de cinto e outras irregularidades.
As imagens são enviadas a policiais para avaliação, sem aplicação automática de multas. Os agentes podem interromper o veículo caso julguem necessário. Entre as infrações reconhecidas estão o uso de celular, crianças sem dispositivos de retenção e ocupantes sem cintos.
O contrato prevê 52 mudanças anuais na posição dos reboques que abrigam as câmeras, cada um movido pela empresa Acusensus. A tecnologia atrai debates sobre privacidade e invasão, com críticas de parlamentares e defensores ressalvando limites de uso.
Situação nos Estados Unidos
Diversos lisos de debate apontam que câmeras com IA podem invadir a privacidade dos motoristas. Um deputado afirmou que a ferramenta representa um risco de vigilância contínua e atuação de policiais em tempo real.
Alguns apoiadores reconhecem preocupações, mas indicam que o sistema pode ser ajustado para evitar emissão automática de multas sem intervenção policial. A discussão envolve, ainda, como evitar abusos no uso da tecnologia.
Tecnologia já presente no Brasil
No Brasil, sistemas semelhantes já operam há anos em rodovias. Diferentemente do modelo norte-americano, as unidades costumam ficar em pórticos ou túneis. As imagens são capturadas em alta definição, para tráfego de até 300 km/h.
Assim como nos EUA, as fotos são encaminhadas a uma central para avaliação policial, sem aplicação direta de multas pela máquina. Em São Paulo, o sistema opera em seis estradas e passa por testes no Rodoanel. Minas Gerais, Santa Catarina e Paraíba já adotam a tecnologia.
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