- O adolescente Igor Zampieri, envolvido no caso do cão Orelha, completou 18 anos e foi inocentado pela Justiça por falta de provas.
- A juíza Vanessa Bonetti Haupenthal arquivou as investigações em 14 de maio, após o Ministério Público apontar ausência de provas e indicar que relatos foram baseados em boatos.
- Igor publicou sua versão nas redes sociais, afirmando ter respeitado o sigilo do processo e que foi alvo de julgamentos sem que as pessoas conhecessem a verdade.
- O cão Orelha morreu em 4 de janeiro, na Praia Brava, em Florianópolis, após controvérsias sobre agressões supostas envolvendo adolescentes.
- O Ministério Público destacou que, no momento em que o adolescente esteve nas imediações, o cão estava a cerca de 600 metros de distância, o que não sustenta a tese de união de esforços por 40 minutos.
O adolescente envolvido no caso do cão Orelha falou pela primeira vez após completar 18 anos. O jovem Igor Zampieri escreveu em suas redes sociais, após a Justiça arquivar as investigações, que não houve comprovação de atos infracionais.
Igor afirmou que ficou em silêncio por orientação das autoridades e por respeito ao devido processo. Segundo ele, boatos e julgamentos chegaram antes de sua versão ser conhecida, o que gerou desinformação sobre o caso.
O adolescente ressaltou que não feriu o cão Orelha e exibiu fotos próprias com cachorros para ilustrar sua mensagem. Ele afirmou que pessoas o chamavam de assassino sem conhecer os fatos. A defesa do caso continua aguardando a divulgação de novos desdobramentos.
Contexto do caso
O cão comunitário Orelha foi encontrado ferido e morreu em 4 de janeiro na região da Praia Brava, em Florianópolis. A repercussão ganhou força após surgirem relatos de que adolescentes de classes altas teriam agredido o animal e viajado aos Estados Unidos.
No dia 14 de maio, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina arquivou as investigações, sem elementos suficientes para comprovar atos infracionais. A decisão foi tomada pela juíza Vanessa Bonetti Haupenthal, da Vara da Infância.
Análise institucional
Pelo MPSC, um relatório de 170 páginas alegou ausência de provas contra os adolescentes. O Ministério Público informou que a apuração se apoiou em relatos não corroborados e que os jovens não estariam no local das supostas agressões, no momento em que o crime ocorreu.
O MPSC destacou que, nos momentos em que o adolescente esteve nas imediações do deck, o cão estava a cerca de 600 metros de distância, o que enfraquece a versão de compartilhamento de espaço por longos períodos.
Igor já havia sido apontado pela polícia como o principal suspeito, mas a investigação foi revisada pela polícia Civil e pelo Ministério Público, que descartaram a participação de outros envolvidos. O desfecho indica arquivamento total das apurações.
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