O PT afirma que o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, sabotou o Brasil ao ser aliado de Jair Bolsonaro, e que a independência da autoridade monetária teve custo alto ao país. Gleisi Hoffmann sustenta que a gestão de Campos Neto foi favorável ao ex-presidente.
O debate envolve o papel da autoridade monetária e as críticas sobre a escolha de Campos Neto para o cargo, em março de 2019, indicado pelo então presidente. A independência do BC passou a ser prática formal no início de 2021, sob o governo de Bolsonaro. Atualmente, o mandato vai até dezembro deste ano.
Processo por offshore
Na quarta-feira, 7 de agosto, o TRF-1 autorizou a retomada de processo contra Campos Neto sobre a posse de offshore no exterior. A Corte derrubou liminar que impedia o procedimento na Comissão de Ética Pública, atendendo a pedido da AGU.
Os documentos originados da Pandora Papers, divulgados em 2021, mostraram empreendimentos em paraísos fiscais vinculados ao presidente do BC. Campos Neto declarou que abriu uma empresa 15 meses após assumir o comando da instituição.
Em nota, a defesa afirma que os fatos apurados foram legais, éticos e compatíveis com as normas de probidade de cargos públicos. O movimento judicial não altera a atuação atual da autoridade monetária.
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