O governo federal enfrenta desafios significativos na execução de projetos de infraestrutura de transportes, especialmente no Ministério de Portos e Aeroportos e na Infra S.A. Documentos revelam que a Coordenação-Geral de Logística e Contratações (CGLC) solicita dez terceirizados para aliviar a carga de trabalho, enquanto o pedido de ampliação de pessoal da Infra S.A. foi rejeitado.
A CGLC, com apenas 17 funcionários, gerencia 200 processos administrativos e 51 contratos desde janeiro. O coordenador da área atua em 31 contratos simultaneamente, evidenciando a necessidade urgente de aumentar a equipe para 53 pessoas. O relatório destaca que a falta de pessoal pode comprometer a eficiência e a legalidade das ações administrativas.
Projetos em Risco
Para os anos de 2025 e 2026, o Ministério de Portos e Aeroportos planeja 38 concessões portuárias, quatro arrendamentos de canais e 66 intervenções em 55 aeroportos públicos. A Infra S.A. possui 84 planos de negócios em andamento, incluindo 11 projetos de rodovias e 13 de ferrovias. A estatal, que deveria aumentar seu quadro de 872 para 1.166 postos, teve seu pedido negado devido a falhas na justificativa técnica.
A Infra S.A. opera com cerca de 700 empregados, mas 32% estão alocados fora da empresa. A estatal afirma que a situação persiste desde as sucessões trabalhistas de 2007 e 2008. O Ministério da Gestão informou que está promovendo concursos para recompor a força de trabalho federal, mas a Infra S.A. ainda não preencheu as vagas disponíveis.
Medidas e Expectativas
O Ministério de Portos e Aeroportos reconhece os desafios enfrentados desde sua criação em janeiro de 2023 e está buscando expandir sua equipe. A alocação de servidores do Concurso Nacional Unificado (CNU) está prevista para ajudar a mitigar a falta de pessoal. A situação atual levanta preocupações sobre a continuidade dos projetos de infraestrutura, essenciais para o desenvolvimento do país.
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