O agente da Abin, Cristian Schneider, prestou depoimento ao STF, revelando que a agência, sob a direção de Alexandre Ramagem, estabeleceu um gabinete no Palácio do Planalto com acesso direto ao então presidente Jair Bolsonaro. Este gabinete operava sem a supervisão do GSI, ao qual a Abin deveria se reportar. Schneider destacou que essa estrutura foi criada pela primeira vez durante o governo Bolsonaro.
Ele afirmou que, mesmo após a saída de Ramagem, a situação permaneceu inalterada. “As escolhas de Ramagem e de seu sucessor, Vitor Felismino Carneiro, não foram decisões do general Heleno, mas do presidente da República,” disse Schneider. O agente também mencionou que a Abin não demonstrava preocupação com a segurança das urnas eletrônicas, focando em identificar possíveis obstáculos que poderiam afetar o processo eleitoral, como protestos ou obstruções de estradas.
Schneider, que possui cerca de 30 anos de experiência na área de inteligência, atuou como coordenador-geral de Relações Institucionais e Comunicação da Abin. Ele revelou que Ramagem mantinha reuniões frequentes com o general Heleno, ao menos uma vez por semana, reforçando a conexão direta entre a Abin e o Palácio do Planalto.
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