Cláudio Castro, governador do Rio de Janeiro, articulou a ascensão de Rodrigo Bacellar ao cargo de governador antes de 2026. A estratégia depende da saída de Thiago Pampolha, vice de Castro, para o Tribunal de Contas do Estado (TCE).
O plano enfrenta um obstáculo: o julgamento do “caso Ceperj”, que investiga contratações irregulares de servidores. Tanto Castro quanto Bacellar são réus na ação, que pode resultar em cassação e inelegibilidade, conforme solicitado pelo Ministério Público Eleitoral.
A ministra Isabel Galotti é a relatora do caso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ela analisa pedidos de cassação e inelegibilidade de ambos por um período de oito anos. Se a decisão for favorável ao MP, o estado seria deixado sob a administração do desembargador Ricardo de Castro, presidente do Tribunal de Justiça do Rio.
Além da sucessão, Castro busca nomear seu chefe de gabinete, Rodrigo Abel, para o TCE. A vaga em questão é do conselheiro José Gomes Graciosa, que está afastado devido a ações penais no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A movimentação de Graciosa também está sob a análise de Galotti, o que pode impactar os planos de Castro.
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