Centenas de israelenses participaram da marcha do Dia de Jerusalém nesta segunda-feira, em meio a um clima de tensão crescente. O evento, conhecido como Marcha da Bandeira, celebra a “reunificação” de Jerusalém após a guerra de mil novecentos e sessenta e sete. Durante a mobilização, grupos de extrema direita atacaram palestinos, proferindo gritos como “Gaza é nossa” e “morte aos árabes”.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reafirmou o compromisso de manter Jerusalém “unificada e sob a soberania de Israel”. A marcha ocorre em um contexto de conflito intenso, com a guerra em Gaza resultando em milhares de mortes. Para muitos palestinos, o evento é visto como uma provocação, especialmente em meio à escalada da violência.
Provocações e Conflitos
A marcha se intensificou com a presença do ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, que fez declarações polêmicas e visitou a Esplanada das Mesquitas, um local sagrado para muçulmanos e judeus. Ben Gvir pediu a pena de morte para “terroristas” e expressou apoio à guerra em Gaza. A visita foi condenada por líderes palestinos e países árabes, que a consideraram uma provocação.
Durante o evento, a polícia israelense foi acionada para conter a violência, que eclodiu em áreas palestinas da Cidade Velha de Jerusalém. Testemunhas relataram agressões a comerciantes e transeuntes palestinos. O líder da oposição, Yair Lapid, criticou a marcha, chamando-a de “festival de ódio e racismo”.
Repercussões Internacionais
A marcha deste ano coincide com a guerra em Gaza, que começou após um ataque do Hamas em sete de outubro de dois mil e vinte e três. Desde então, mais de cinquenta e três mil pessoas foram mortas em Gaza, incluindo crianças. A comunidade internacional continua a considerar Jerusalém Oriental como território palestino ocupado, e a escalada de tensões na região levanta preocupações sobre a estabilidade futura.
Entre na conversa da comunidade