Cláudio Castro, governador do Rio de Janeiro, está articulando a ascensão de Rodrigo Bacellar, presidente da Assembleia Legislativa (Alerj), ao cargo de governador antes das eleições de 2026. Essa estratégia depende da saída de Thiago Pampolha, vice de Castro, para o Tribunal de Contas (TCE) do estado.
Entretanto, um julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o “caso Ceperj” pode complicar esses planos. Castro e Bacellar são réus em um processo que investiga contratações irregulares de servidores, ocorridas antes da reeleição de Castro em 2022. O Ministério Público Eleitoral pede a cassação de ambos, o que deixaria o estado sob a liderança do desembargador Ricardo de Castro, presidente do Tribunal de Justiça do Rio.
A ministra Isabel Galotti é a relatora do caso no TSE. Ela analisa um recurso do MP que busca a cassação de Castro e Bacellar, além da inelegibilidade por oito anos. O cenário é delicado, pois a decisão da ministra pode impactar diretamente a continuidade do governo atual.
Além da movimentação política para Bacellar, Castro também planeja nomear seu chefe de gabinete, Rodrigo Abel, para uma vaga no TCE. Essa nomeação depende da situação do conselheiro José Gomes Graciosa, que está afastado e enfrenta duas ações penais no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A ministra Galotti também é responsável por esses casos, o que torna a situação ainda mais complexa para o governador.
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