O ex-presidente Jair Bolsonaro permanece inelegível até 2030 e enfrenta riscos legais devido à tentativa de golpe em 8 de janeiro. Apesar disso, seu capital político ainda é significativo. Recentemente, líderes de partidos de oposição começaram a articular candidaturas para as eleições de 2026, enquanto o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, demonstra ambiguidade em seu apoio a Bolsonaro, gerando descontentamento entre os bolsonaristas.
Durante um evento de filiação do secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, ao Progressistas (PP), Tarcísio afirmou que o grupo político presente “estará unido” e “sabe o caminho” para o Brasil. No entanto, essa declaração não agradou os apoiadores de Bolsonaro, que consideram prematuro avançar sobre o legado do ex-presidente. Um bolsonarista chegou a comparar Tarcísio a um “bebê reborn”, insinuando que sua lealdade é superficial.
O governador, por sua vez, tem se mostrado cauteloso. Ele reafirma seu apoio a Bolsonaro, que pretende concorrer à reeleição em São Paulo, mas também se movimenta em direção à candidatura presidencial. O sociólogo Antônio Lavareda observa que Bolsonaro está em uma fase “jusante”, indicando um declínio em sua influência política. A decisão sobre o futuro do ex-presidente caberá à Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinará se ele conseguirá se reerguer ou continuará em queda.
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