Lideranças da Câmara dos Deputados adotaram uma estratégia para evitar questionamentos sobre o aumento do imposto sobre operações financeiras (IOF) durante uma audiência nesta terça-feira. O evento contou com a presença de auxiliares do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e focou em temas específicos, como a reforma do imposto de renda e o programa de dívidas dos estados.
Os presidentes das comissões envolvidas, Rubens Pereira Júnior e Rogério Correia, informaram que os convidados não precisariam responder a perguntas que não estivessem diretamente relacionadas aos assuntos em pauta. O secretário da Receita, Robinson Barreirinhas, e o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, foram convocados para discutir a reforma tributária e a adesão de Minas Gerais ao programa de pagamento de dívidas, respectivamente.
A decisão de limitar o debate surge em meio a um clima de tensão entre o Legislativo e a equipe econômica, exacerbado pela reação negativa do mercado ao aumento do IOF. Fontes da equipe econômica indicaram que houve discussões sobre a possibilidade de adiar a participação dos secretários, mas a opção foi descartada para evitar uma nova crise relacionada ao imposto.
O artigo 256 do regimento interno da Câmara estabelece que os convidados devem se restringir ao tema em discussão, o que foi invocado para justificar a blindagem. A medida reflete a preocupação com a instabilidade política e econômica, em um momento em que o governo busca avançar em sua agenda fiscal.
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