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PGR considera depoimentos como reforço à denúncia contra trama golpista

Depoimentos na investigação sobre o golpe de Bolsonaro revelam articulações golpistas e ameaças de prisão, aumentando a pressão sobre os envolvidos.

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A cúpula da Procuradoria-Geral da República (PGR) considera que os depoimentos nas investigações sobre a tentativa de golpe envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros 30 indivíduos têm fortalecido as acusações. O ex-comandante da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista Junior, foi um dos principais depoentes, confirmando a existência de reuniões no Palácio da Alvorada onde se discutiu um plano golpista.

No depoimento, Baptista Junior revelou que houve discussões sobre a prisão do ministro Alexandre de Moraes, destacando que a articulação antidemocrática não teve sucesso devido à falta de participação unânime das Forças Armadas. Ele mencionou que o ex-comandante do Exército, Freire Gomes, chegou a ameaçar Bolsonaro com prisão caso o plano fosse adiante.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o ministro Alexandre de Moraes têm acompanhado os depoimentos de perto, fazendo perguntas diretamente às testemunhas. Em fevereiro, a PGR denunciou Bolsonaro e outros 34 indivíduos por crimes como organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, com penas que podem chegar a 43 anos.

Até o momento, o Supremo Tribunal Federal rejeitou a denúncia apenas contra dois alvos: o coronel da reserva Cleverson Ney Magalhães e o general Nilton Diniz, por falta de provas robustas. A situação do general é monitorada com preocupação pelo comando do Exército, dado seu relacionamento próximo com o atual comandante, Tomás Paiva, que mantém um bom diálogo com Moraes.

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