Uma faculdade privada de Pequim, o Instituto Gengdan, enfrenta forte crítica após exigir que alunas comprovassem que estavam menstruadas para obter licença. O incidente, ocorrido em maio, viralizou nas redes sociais com um vídeo que mostra uma estudante questionando a norma. A funcionária da clínica respondeu que essa era uma regra da escola.
A universidade defendeu a prática como parte de um protocolo, mas a resposta gerou indignação entre os usuários das redes sociais, que consideraram a medida uma invasão de privacidade. A estudante que gravou o vídeo teve sua conta no Douyin suspensa por trinta dias, sob a alegação de “conteúdo pornográfico”.
O Instituto Gengdan afirmou que os vídeos que circularam online foram “distorcidos” e que a funcionária seguiu o procedimento adequado, obtendo o consentimento da estudante. No entanto, a jovem pediu um comprovante por escrito da norma, que não foi fornecido. A imprensa estatal também criticou a norma, destacando que a menstruação é um tema íntimo e que tais regras podem prejudicar o bem-estar psicológico das alunas.
A situação gerou uma onda de sarcasmo nas redes sociais, com usuários questionando a lógica da norma. Alguns sugeriram que a escola poderia manter um registro das licenças, em vez de exigir comprovação física. O Instituto Gengdan se junta a outras instituições de ensino superior na China que enfrentam críticas por tentativas de controle excessivo sobre os alunos.
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