O governo do Panamá declarou estado de emergência na província de Bocas del Toro após a demissão de cerca de 5 mil funcionários da Chiquita Brands. A medida foi tomada em resposta a uma greve que já dura um mês, em protesto contra a reforma das pensões aprovada pelo Congresso. A paralisação resultou em prejuízos superiores a US$ 75 milhões e bloqueios de estradas, causando escassez de alimentos e combustível.
O ministro da Presidência, Juan Carlos Orillac, informou que o estado de emergência, aprovado em reunião do gabinete do presidente José Raúl Mulino, não implica a intervenção para desbloquear as vias. A medida visa agilizar processos burocráticos em situações de crise econômica ou social. A Chiquita, que empregava mais de 7 mil trabalhadores, alegou que as demissões foram por “abandono injustificado do trabalho”.
A greve, que teve início em protesto à nova legislação sobre pensões, gerou “danos irreversíveis à produção de banana”, conforme destacou a empresa. Orillac afirmou que o governo está buscando diálogo com os sindicatos, que reivindicam a aprovação de uma lei que restaure benefícios anteriores relacionados a pensões e serviços de saúde.
As escolas na região suspenderam as aulas devido à falta de recursos, enquanto o governo tenta encontrar uma solução para a crise. As negociações com os sindicatos estão em andamento, com a expectativa de que um acordo possa ser alcançado para resolver a situação.
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