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Mandante do assassinato de delator é dono de rádio e documentário sobre facções criminosas

Mandante do assassinato de Vinicius Gritzbach, "Cigarreira" é ligado a facções e produziu documentário que exalta PCC e CV.

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O principal suspeito do assassinato do delator Vinicius Gritzbach, Emilio Carlos Gongorra Castilho, conhecido como “Cigarreira”, é proprietário de uma produtora que investiu R$ 900 mil em um documentário sobre facções criminosas. Gritzbach foi executado a tiros de fuzil em novembro do ano passado, no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. A motivação do crime, segundo a polícia, foi vingar a morte de dois comparsas de “Cigarreira”.

As investigações revelam que “Cigarreira” possui uma produtora chamada K2, que produziu o documentário “O Grito – Regime Disciplinar Diferenciado”, disponível na Netflix desde setembro. O filme critica o sistema carcerário e é visto pela polícia como uma propaganda das facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). O documentário foi filmado entre dezembro de 2023 e março de 2024.

Após a morte de Gritzbach, a produtora e a rádio Street FM, também de “Cigarreira”, encerraram suas atividades na Avenida Paulista. O suspeito continua foragido e pode estar escondido no Rio de Janeiro, para onde fugiu em um avião particular dias antes do crime. A polícia já investigou imóveis de “Cigarreira”, encontrando uma réplica de fuzil emoldurada.

O caso de Gritzbach, que revelou a ligação de policiais com o crime organizado, levou a uma nova investigação que apura a participação de outros envolvidos, incluindo um hacker. A morte do delator foi comemorada em uma festa em uma comunidade controlada pelo CV. Além de “Cigarreira”, Diego dos Santos Amaral, conhecido como “Didi”, também é apontado como mandante do crime, que teria sido executado por policiais militares.

A polícia ainda investiga a origem do financiamento do documentário e a relação de “Cigarreira” com as facções. Relatórios indicam que a produtora tinha o objetivo de propagar as ideias do PCC e do CV. O diretor do filme, Rogério Giannetto, confirmou que recebeu pagamento da K2 e que a ideia do documentário surgiu de uma conversa com um representante da produtora.

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